03/05/2021 - Operação cumpre mandados contra esquema que teria desviado R$ 4 milhões da Prefeitura de Seropédica
Notícia de licitação.
   

G1 - Bom Dia Rio
Leslie Leitão e Luana Alves

 

Entre os alvos dos 26 mandados de busca e apreensão estão o ex-prefeito Anabal Barbosa de Souza, a esposa, ex-secretária de Educação, e o filho dele, apontado pelas investigações como o cabeça do esquema.

 

A Polícia Civil realiza uma operação na manhã desta segunda-feira (3) para cumprir 26 mandados de busca e apreensão contra pessoas que estariam envolvidas em um esquema de fraudes em contratos da Prefeitura de Seropédica, na Baixada Fluminense.

 

Os desvios aconteceram quando a cidade estava em estado de calamidade, entre fevereiro e setembro de 2017.

 

Entre os alvos estão o ex-prefeito Anabal Barbosa de Souza e a esposa, que era secretária de Educação, Cultura e Esporte. A ação também acontece na casa do filho dele, Wagner Oliveira de Souza, apontado pelas investigações da Delegacia de Defraudações (DDEF) como o operador do esquema fraudulento. Na casa dele, os agentes apreenderam duas armas e uma quantidade de dinheiro que ainda não foi calculada.

 

Segundo as investigações, durante o período de calamidade foram firmados 14 contratos pela Prefeitura de Seropédica com altos valores e dispensa de licitação. De acordo com a polícia, as empresas apresentavam atividades incompatíveis com os serviços contratados.

 

Polícia Civil apreendeu duas armas e uma quantidade de dinheiro não contabilizada em Seropédica, na Baixada Fluminense — Foto: Divulgação/ Polícia Civil

 

O valor desviado dos cofres públicos é de cerca de R$ 4 milhões, segundo os investigadores. O desvio teria repercutido diretamente nos serviços públicos prestados pelo poder municipal, gerando falta de merenda e falta de insumos hospitalares em unidades da cidade.

 

Os envolvidos vão responder pelos crimes de peculato, corrupção passiva, tráfico de influência, irregularidades em dispensa de licitação e organização criminosa.

Análise da página "3-5-21-operacaoc"   

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ACidade ONMilene Moreto O Executivo estima que até o final do ano a licitação seja encerrada A Prefeitura de Campinas autorizou na sexta-feira (21) a abertura do processo de licitação da Parceria Público Privada do Lixo. Agora, a Secretaria de Administração deve preparar a concorrência e disponibilizá-la para as empresas interessadas em assumir a gestão de resíduos sólidos na cidade. O Executivo estima que até o final do ano a licitação seja encerrada. O processo ficará 45 dias disponível para consultas. Esse é o prazo para o recebimento das propostas. A abertura dos envelopes só é autorizada após esse período. A PPP do Lixo é um dos maiores contratos da Administração, orçado em R$ 800 milhões. Passou por consulta pública e, segundo o secretário de Serviços Públicos, Ernesto Paulella, as mudanças sugeridas pela população não afetaram o projeto base. "Nós tivemos muitas sugestões e várias foram incorporadas ao nosso projeto, como a maximização da reciclagem. Nenhuma delas, no entanto, alterou a ideia do governo que é a de criar usinas, fazer uma gestão inteligente do lixo e com redução do impacto no meio ambiente", disse.  Sobre o edital, Paulella afirmou que que o processo está em fase avançada e acredita que, no máximo em um mês, já esteja disponível. "Durante toda a discussão da PPP o edital já estava em preparação. Precisamos agora apenas dos ajustes finais. Se tudo correr bem, nossa estimativa é de encerrar a licitação até o final do ano", disse o secretário. TRÊS USINAS A nova gestão do lixo planejada pela Prefeitura inclui a construção de três usinas: compostagem de lixo orgânico, reciclagem e transformação de rejeitos (carvão), que leva o nome de CDR. A receita da venda do material reciclado, composto e carvão é dividida com a Prefeitura. Cada um - empresa e Prefeitura - fica com 50%. O carvão, por exemplo, é utilizado em metalúrgicas e usinas de cimento, um mercado que está em crescimento em todo o mundo.  Todo o lixo passará por tratamento. Aquele que não puder ser aproveitado em nenhuma das usinas será descartado pela empresa. Mas a quantidade é pequena. Segundo Paulella, menos de 5%. Também é responsabilidade da concessionária que vencer a licitação realizar esse descarte em local adequado. O prazo para a vencedora da concessão construir as usinas é de cinco anos. Os serviços de varrição, cata-treco, coleta seletiva e ecopontos são assumidos imediatamente, mas a empresa só recebe pelo serviços prestados. Quanto mais ela demorar para construir as usinas, menos conseguirá gerar de receita.
 
 
 
 
 
 
 
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