13/10/2018 - Agência de publicidade era usada para desviar recursos da Saúde no Amazonas
Notícia de licitação
 

A Crítica

 

Inquérito da Operação "Cashback" apontou que empresários Marco Barbosa e Jonathan Queiroz escoavam recursos da saúde através de serviços inexistentes e superfaturados

 

Os empresários do ramo de publicidade Marco Barbosa e Jonathan Queiroz integram grupo coordenado por Alessandro Viriato Pacheco com o propósito de escoar recursos da Saúde do Amazonas através de serviços inexistentes e superfaturados, por exemplo, limpeza e manutenção de tanques berçários (rede para uso em piscicultura) de uma unidade de saúde do Estado.

 

Marco Antonio de Jesus Barbosa é parceiro empresarial de Jonathan Queiroz da Silva (da empresa J Queiroz da Silva ME) na empresa de publicidade Moema, sendo que ambos são parceiros de Alessandro. Marco e Jonathan foram presos temporariamente na última quinta-feira pela Polícia Federal (PF) como parte das ações da Operação Cashback. Marco está em cela especial e Jonathan em cela de triagem no Centro de Detenção Provisório Masculino 2 (CDPM 2), no KM 8 da BR-174.

 

Marco Barbosa é administrador da empresa M A de Jesus Barbosa ME cujo nome fantasia Moema Comunicação, e foi contratada pelo Instituto Novos Caminhos (INC), no contrato de gestão nº32/2014, para ‘produção e realização de aniversário’ de um ano do Centro de Reabilitação de Dependência Química Ismael Abdel Aziz (CRDQ) pelo valor em única parcela de R$ 256,8 mil.

 

De acordo com o inquérito da Operação Cashback, que é um dos desdobramentos da Maus Caminhos, a empresa de Jonathan (J Queiroz da Silva ME) emitiu notas fiscais de serviço de manutenção preventiva em um lago e em três tanques berçários no CRDQ desde junho de 2015 cujos valores são superiores a R$ 2,5 milhões apenas nesse contrato realizado sem licitação e documentação escrita.

 

No inquérito, consta a prestação de contas do INC que revela a inexistência de lago em funcionamento na unidade do  CRDQ. “Essas despesas com lago nunca foram reais. O serviço foi criado apenas para simular saídas de recursos do INC com o objetivo de apropriação final dos recursos públicos da saúde”, diz trecho do documento.

 

Curiosamente, a empresa de Jonathan está registrada para atuar nos mais diversos fins, desde o fornecimento de refeições até o aluguel de material médico, construção de edifício, criação de peixe em água doce e agência de publicidade. A empresa emitiu notas fiscais no valor superior a R$ 350 mil para instalação do sistema de circuito fechado de TV no CRDQ.

 

“Observou-se que até o final de 2015 quase 90% do valor repassado ao INC era sacado (quase em espécie) ou transferido (para algum dos sócios). Já no ano de 2016 o percentual sacado ou transferido reduziu e manteve-se próximo aos 70% do valor recebido ao INC nos primeiros meses do ano, revelando os graves prejuízos causados à prestação de serviços de saúde do Amazonas, vez que somente a J Queiroz da Silva ME recebeu quase R$ 3,5 milhões do INC”, diz trecho do inquérito policial.

 

Modus operandi

 

Assim como fez para a empresa de Jonathan, Alessandro usou de sua influência para obter contrato para Moema. Em interrogatório, Alessandro afirmou que do valor de R$ 256 mil pago à Moema, 30% foi realizado como serviço e 70% restante (em torno de R$ 179 mil) foi devolvido ao empresário Mouhamad Moustafa, apontado como líder da organização criminosa descoberta na Operação Maus Caminhos.

 

Em maio deste ano, a Justiça Federal condenou Alessandro a 4 anos e 4 meses de prisão em regime semiaberto. Segundo o Ministério Público Federal (MPF), ele fazia parte do terceiro núcleo, composto pelos sócios das empresas que forneciam serviços e produtos ao INC.

 

“É possível inferir que de fato havia uma associação informal entre Alessandro, Marco e Jonathan para que (...) pudesse promover os desvios de verbas públicas juntamente com o grupo de Mouhamad“, aponta a investigação.

 

A reportagem entrou em contato com agência Moema através das redes sociais, por e-mail e nos telefones 3087-6901 e 98121-6102, mas não obteve retorno até a publicação desta matéria.

 

Saiba mais

 

A Operação Cashback, deflagrada na última quinta-feira, é a quarta fase da Maus Caminhos, operação iniciada em 2016, que revelou um forte esquema de corrupção na gestão da Saúde no Amazonas. Somando todas as fases de investigação, o montante desviado chega a R$ 600 milhões. Doze pessoas estão presas no Centro de Detenção Provisório Masculino 2 (CDPM 2).

Análise da página "agencpublicer"   

Avaliação: 8 de 10 | Comentários: 13 | Número de avaliações: 25
 
 
 

 
Contato
 
  (48) 99184-1375
  (48) 3364-8666
  (48) 3028-9667
Av. Pref. Osmar Cunha, 416, Sala 11.05, Centro, Florianópolis/SC, CEP 88015-100
Encontre-nos
 
ACidade ONMilene Moreto O Executivo estima que até o final do ano a licitação seja encerrada A Prefeitura de Campinas autorizou na sexta-feira (21) a abertura do processo de licitação da Parceria Público Privada do Lixo. Agora, a Secretaria de Administração deve preparar a concorrência e disponibilizá-la para as empresas interessadas em assumir a gestão de resíduos sólidos na cidade. O Executivo estima que até o final do ano a licitação seja encerrada. O processo ficará 45 dias disponível para consultas. Esse é o prazo para o recebimento das propostas. A abertura dos envelopes só é autorizada após esse período. A PPP do Lixo é um dos maiores contratos da Administração, orçado em R$ 800 milhões. Passou por consulta pública e, segundo o secretário de Serviços Públicos, Ernesto Paulella, as mudanças sugeridas pela população não afetaram o projeto base. "Nós tivemos muitas sugestões e várias foram incorporadas ao nosso projeto, como a maximização da reciclagem. Nenhuma delas, no entanto, alterou a ideia do governo que é a de criar usinas, fazer uma gestão inteligente do lixo e com redução do impacto no meio ambiente", disse.  Sobre o edital, Paulella afirmou que que o processo está em fase avançada e acredita que, no máximo em um mês, já esteja disponível. "Durante toda a discussão da PPP o edital já estava em preparação. Precisamos agora apenas dos ajustes finais. Se tudo correr bem, nossa estimativa é de encerrar a licitação até o final do ano", disse o secretário. TRÊS USINAS A nova gestão do lixo planejada pela Prefeitura inclui a construção de três usinas: compostagem de lixo orgânico, reciclagem e transformação de rejeitos (carvão), que leva o nome de CDR. A receita da venda do material reciclado, composto e carvão é dividida com a Prefeitura. Cada um - empresa e Prefeitura - fica com 50%. O carvão, por exemplo, é utilizado em metalúrgicas e usinas de cimento, um mercado que está em crescimento em todo o mundo.  Todo o lixo passará por tratamento. Aquele que não puder ser aproveitado em nenhuma das usinas será descartado pela empresa. Mas a quantidade é pequena. Segundo Paulella, menos de 5%. Também é responsabilidade da concessionária que vencer a licitação realizar esse descarte em local adequado. O prazo para a vencedora da concessão construir as usinas é de cinco anos. Os serviços de varrição, cata-treco, coleta seletiva e ecopontos são assumidos imediatamente, mas a empresa só recebe pelo serviços prestados. Quanto mais ela demorar para construir as usinas, menos conseguirá gerar de receita.
 
Home   •   Topo   •   Sitemap
© Todos os direitos reservados.
 
Principal   Equipe   Missão e Valores   Imprensa