22/12/2018 - Após licitação, Demlurb publica contrato para aluguel de caminhões e equipamentos para coleta de lixo
Notícia de licitação
 

G1 - Zona da Mata

 

A vencedora foi a Montreal Construções, que ofereceu R$ 7.748 milhões pelos 12 meses de vigência.

 

Frota de 27 caminhões e equipamentos foi alugada por mais de R$ 7.7 milhões, segundo contrato publicado no Diário Oficial do Município — Foto: Prefeitura de Juiz de Fora/Divulgação

 

O Departamento Municipal de Limpeza Urbana (Demlurb) divulgou neste sábado (22) o resultado da licitação para aluguel da frota para a coleta de lixo em Juiz de Fora. A vencedora da licitação realizada em setembro foi a Montreal Construções, que ofereceu R$ 7.748 milhões pelos 12 meses de vigência.

 

A empresa era uma das que já prestava o serviço. O contrato dela terminaria em dezembro. O valor ficou abaixo do valor total mensal - R$ 1.045.850,00 - e anual - R$ 12.550.200,00 - previstos pelo edital para locação dos 27 caminhões e equipamentos.

 

Após editais suspensos, a licitação foi realizada em 6 de setembro e teve seis empresas disputando. Após os trâmites internos o contrato foi homologado e assinado em dezembro. O acordo entrou em vigor a partir da última quarta-feira (19), conforme a publicação no Diário Oficial do Município.

 

Editais contestados e contratação emergencial

 

Em abril deste ano, a Prefeitura revogou o edital lançado no dia 15 de março para a contratação da frota. Suspenso em 24 de março, após determinação do Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais (TCE-MG), sob alegação de que era idêntico à Concorrência 007/2017 suspensa pela Segunda Câmara.

 

A data estipulada para a abertura das propostas estava prevista para o dia 28 de março de 2018. Na época, o valor estimado para a contratação da nova empresa, incluindo todas as despesas de transporte entre área e materiais necessários, era de R$ 1.112.701,53.

 

Em nota, a Comissão Permanente de Licitação (CPL) esclareceu que o novo procedimento já continha as sugestões de ajustes apontadas até então pelo TCE.

 

Por causa disso, a Prefeitura realizou no dia 17 de março de 2018 a contratação direta de uma empresa para locação de seis caminhões e equipamentos de limpeza no valor de R$ 738 mil. De acordo com o Demlurb, a contratação tem caráter emergencial e prazo de duração de 180 dias, podendo ser suspensa após a conclusão do edital.

 

O Tribunal informou ao G1 que, em relação aos editais anteriores foi declarada “a extinção dos processos das denúncias, sem resolução de mérito”. Em relação ao novo edital , "a análise dependerá de uma provocação da sociedade, por exemplo, por outra denúncia".

 

Entre as exigências técnicas dos veículos consta que "o equipamento deverá possuir calha (reservatório) para captação de chorume, localizado entre a tampa traseira e a caixa de carga, provido de válvula de escoamento e que este reservatório seja removível, para facilitar as lavagens e manutenções", conforme a lei municipal nº 13.689, de abril deste ano.

 

O aviso informa que o certame é para locação "sem motoristas e sem combustível para complementar os serviços de limpeza urbana, incluindo todas as despesas de transporte entre áreas, lubrificantes, material de consumo, reparos e reposição de peças e pneus, reposição de equipamentos, seguros (inclusive contra terceiros), resgate de equipamentos avariados em via pública e demais insumos necessários aos serviços, nas quantidades, modelos e características definidas no edital".

 

Problemas já se arrastam

 

Cerca de 50% dos funcionários do Demlurb paralisaram as atividades no dia 2 de fevereiro de 2018. Eles reclamaram das condições dos caminhões e dos equipamentos utilizados para a coleta de lixo.

 

Em junho de 2017, uma licitação foi anunciada pelo então prefeito Bruno Siqueira (PMDB) depois que quatro acidentes foram registrados com veículos do departamento apenas no primeiro semestre daquele ano. Dois meses depois, o TCE-MG suspendeu o processo através de uma liminar.

 

De acordo com a assessoria do Tribunal, a paralisação da licitação foi uma medida cautelar e a decisão definitiva será conhecida ao final do processo. É resultado de uma denúncia de supostas irregularidades na concorrência apresentada pela Sanecol Saneamento Ambiental e Ecológico.

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ACidade ONMilene Moreto O Executivo estima que até o final do ano a licitação seja encerrada A Prefeitura de Campinas autorizou na sexta-feira (21) a abertura do processo de licitação da Parceria Público Privada do Lixo. Agora, a Secretaria de Administração deve preparar a concorrência e disponibilizá-la para as empresas interessadas em assumir a gestão de resíduos sólidos na cidade. O Executivo estima que até o final do ano a licitação seja encerrada. O processo ficará 45 dias disponível para consultas. Esse é o prazo para o recebimento das propostas. A abertura dos envelopes só é autorizada após esse período. A PPP do Lixo é um dos maiores contratos da Administração, orçado em R$ 800 milhões. Passou por consulta pública e, segundo o secretário de Serviços Públicos, Ernesto Paulella, as mudanças sugeridas pela população não afetaram o projeto base. "Nós tivemos muitas sugestões e várias foram incorporadas ao nosso projeto, como a maximização da reciclagem. Nenhuma delas, no entanto, alterou a ideia do governo que é a de criar usinas, fazer uma gestão inteligente do lixo e com redução do impacto no meio ambiente", disse.  Sobre o edital, Paulella afirmou que que o processo está em fase avançada e acredita que, no máximo em um mês, já esteja disponível. "Durante toda a discussão da PPP o edital já estava em preparação. Precisamos agora apenas dos ajustes finais. Se tudo correr bem, nossa estimativa é de encerrar a licitação até o final do ano", disse o secretário. TRÊS USINAS A nova gestão do lixo planejada pela Prefeitura inclui a construção de três usinas: compostagem de lixo orgânico, reciclagem e transformação de rejeitos (carvão), que leva o nome de CDR. A receita da venda do material reciclado, composto e carvão é dividida com a Prefeitura. Cada um - empresa e Prefeitura - fica com 50%. O carvão, por exemplo, é utilizado em metalúrgicas e usinas de cimento, um mercado que está em crescimento em todo o mundo.  Todo o lixo passará por tratamento. Aquele que não puder ser aproveitado em nenhuma das usinas será descartado pela empresa. Mas a quantidade é pequena. Segundo Paulella, menos de 5%. Também é responsabilidade da concessionária que vencer a licitação realizar esse descarte em local adequado. O prazo para a vencedora da concessão construir as usinas é de cinco anos. Os serviços de varrição, cata-treco, coleta seletiva e ecopontos são assumidos imediatamente, mas a empresa só recebe pelo serviços prestados. Quanto mais ela demorar para construir as usinas, menos conseguirá gerar de receita.
 
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