09/12/2018 - BIM será obrigatório para obras públicas a partir de 2021

Notícia de licitação
 

Engeplus

 

Comitês foram formados para disseminar a plataforma pelo Brasil

 

O uso do Building Information Modelling (BIM) será obrigatório a partir de 2021 nos projetos e construções brasileiras. Esse foi o teor do Decreto Presidencial assinado esse ano para democratizar a plataforma no país. Seis meses após o anúncio da medida, os trabalhos de comitês espalhados pelo Brasil se concentram em implantar a Estratégia Nacional de Disseminação do BIM, proposta pelo Governo Federal. Santa Catarina, inclusive, foi o primeiro estado a definir que até 2019 as licitações de obras públicas fossem feitas com a metodologia BIM. 

 

Para o arquiteto criciumense, Adrian Possamai Della, coordenador do Comitê de NBR do CBIM em Santa Catarina, o momento é de reunir esforços. “Estamos juntando esforços no Estado para aperfeiçoar as normas existentes e criar novas de acordo com cada necessidade”, destaca o especialista em BIM. O arquiteto é o único catarinense a ter uma cadeira na assembleia nacional do Comitê da ABNT que visa elaborar as normas técnicas do BIM. “Assumi a cadeira da Comissão de Estudo Especial de Modelagem de Informação da Construção justamente para auxiliar no gerenciamento desse processo de normalização da plataforma”, complementa. 

 

Revolução na Construção Civil

 

O BIM é um modelo de gestão de informação da construção que possibilita a criação de um banco de dados e representação virtual do objeto que será construído. De forma digital, os modelos virtuais podem ser visualizados em três dimensões e também em realidade virtual e aumentada. Além disso, o banco de dados da plataforma possibilita o compartilhamento dessas informações entre os diferentes profissionais envolvidos no processo. De acordo com o arquiteto Thiago Campos, as diversas possibilidades da gestão da informação são os principais ganhos da indústria de Arquitetura, Engenharia e Construção Civil que estão alinhados ao novo cenário global da Indústria 4.0, Big data e IOT – Internet da coisas. “Trabalhamos o futuro agora. Através metodologias e tecnologias de ponta: criamos, projetamos, analisamos e planejamos todos nossos trabalhos, fazendo todo o possível para que o futuro fique mais “palpável” para o cliente, oferecendo também segurança técnica e assertividade na obra”, sublinha.

 

De olho na redução de custos, aumento na produtividade e assertividade e integração nos processos construtivos, o Governo Federal estipula que a queda nos custos possa chegar a 20%, de acordo com estudos contratados pela Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI). Paralelo a isso, conforme pesquisas da Fundação Getúlio Vargas (FGV), a previsão é que a produtividade seja incrementada também em 10%, caso o uso da plataforma cresça 10 vezes até 2028. Alcançadas, essas metas poderão render acréscimo projetado de 28,9% no PIB da indústria da construção.

 

Democratização do BIM

 

Adrian menciona, ainda, o desafio de formação de capital humano capacitado na tecnologia “O estímulo à capacitação dos profissionais, especialmente no setor público, será essencial. Além disso, as universidades precisam estar atentas a essa necessidade do mercado e habilitar os acadêmicos de forma que saiam prontos para usar a plataforma. Mas não há como escapar, essa tecnologia precisa ser absorvida pelos profissionais que estejam ligados a Construção Civil”, finaliza.   

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ACidade ONMilene Moreto O Executivo estima que até o final do ano a licitação seja encerrada A Prefeitura de Campinas autorizou na sexta-feira (21) a abertura do processo de licitação da Parceria Público Privada do Lixo. Agora, a Secretaria de Administração deve preparar a concorrência e disponibilizá-la para as empresas interessadas em assumir a gestão de resíduos sólidos na cidade. O Executivo estima que até o final do ano a licitação seja encerrada. O processo ficará 45 dias disponível para consultas. Esse é o prazo para o recebimento das propostas. A abertura dos envelopes só é autorizada após esse período. A PPP do Lixo é um dos maiores contratos da Administração, orçado em R$ 800 milhões. Passou por consulta pública e, segundo o secretário de Serviços Públicos, Ernesto Paulella, as mudanças sugeridas pela população não afetaram o projeto base. "Nós tivemos muitas sugestões e várias foram incorporadas ao nosso projeto, como a maximização da reciclagem. Nenhuma delas, no entanto, alterou a ideia do governo que é a de criar usinas, fazer uma gestão inteligente do lixo e com redução do impacto no meio ambiente", disse.  Sobre o edital, Paulella afirmou que que o processo está em fase avançada e acredita que, no máximo em um mês, já esteja disponível. "Durante toda a discussão da PPP o edital já estava em preparação. Precisamos agora apenas dos ajustes finais. Se tudo correr bem, nossa estimativa é de encerrar a licitação até o final do ano", disse o secretário. TRÊS USINAS A nova gestão do lixo planejada pela Prefeitura inclui a construção de três usinas: compostagem de lixo orgânico, reciclagem e transformação de rejeitos (carvão), que leva o nome de CDR. A receita da venda do material reciclado, composto e carvão é dividida com a Prefeitura. Cada um - empresa e Prefeitura - fica com 50%. O carvão, por exemplo, é utilizado em metalúrgicas e usinas de cimento, um mercado que está em crescimento em todo o mundo.  Todo o lixo passará por tratamento. Aquele que não puder ser aproveitado em nenhuma das usinas será descartado pela empresa. Mas a quantidade é pequena. Segundo Paulella, menos de 5%. Também é responsabilidade da concessionária que vencer a licitação realizar esse descarte em local adequado. O prazo para a vencedora da concessão construir as usinas é de cinco anos. Os serviços de varrição, cata-treco, coleta seletiva e ecopontos são assumidos imediatamente, mas a empresa só recebe pelo serviços prestados. Quanto mais ela demorar para construir as usinas, menos conseguirá gerar de receita.
 
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