31/07/2018 - Dois vereadores de Igarapava, SP, são presos na 2ª fase da Operação Pândega
Notícia de licitação
 

G1 Ribeirão e Franca
Stella Reis, EPTV, e Adriano Oliveira,

 

Outros cinco, entre eles 3 ex-vereadores, também foram presos e 43 mandados de busca cumpridos em SP e MG. Gaeco diz que ex-prefeito pagou 'mensalinho' com desvio de licitações superfaturadas.

 

Sete pessoas foram presas na manhã desta terça-feira (31) durante a segunda fase da Operação Pândega, que investiga um suposto esquema de fraude e desvio de verbas em licitações em Igarapava (SP) entre 2013 e 2016.

 

Segundo o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), que realiza a operação com apoio da Polícia Militar, dois vereadores de Igarapava e três ex-vereadores estão entre os presos. Todos devem cumprir prisão temporária por cinco dias.

 

Luís Antônio de Souza, o Tiekinha (PTB): eleito pela primeira vez em 2012 e reeleito em 2016;

 

Cecília Carolina Silveira, a Cecília do Roberto (PRB): eleita pela primeira vez em 2012 e reeleita em 2016;

 

Ricardo Mateus, o Ricardinho Abobrinha (PSL): eleito pela primeira vez em 2012 e, atualmente, é suplente na Câmara Municipal, além de atuar como funcionário público municipal;

 

Jair Xavier Bisinoto, o Jubai (PSC): eleito pela primeira vez em 2004, depois se elegeu em 2012 e, atualmente, é suplente na Câmara Municipal;

 

João Gabriel Silveira (PTB): eleito pela primeira vez em 2012 e, atualmente, é suplente na Câmara Municipal.

 

Márcia Maria da Silva: ex-mulher do vereador Tiekinha e empresária do ramo de alumínio

 

Bruno Bisinoto: farmacêutico e filho do ex-vereador Jubai

 

O escritório do advogado Guilherme Augusto Severino, que representa o vereador Tiekinha, informou que não vai se manifestar sobre o caso neste momento. Na delegacia, o parlamentar disse apenas que não tem envolvimento nenhum no esquema apontado pelo Gaeco.

 

O advogado Denilson Carvalho, que representa João Gabriel Silveira, disse que ainda não teve acesso ao processo e considera a ação do Ministério Público precipitada. A defesa informou que "comprovará cabalmente a inocência" de Silveira, que "sempre teve um passado limpo".

 

Ricardinho Abobrinha afirmou que trabalha como motorista na Prefeitura de Igarapava, negou ter conhecimento do esquema apontado pelo Gaeco, assim como da existência de um "mensalinho" pago aos vereadores.

 

"Participação nenhuma. Tem que perguntar para o promotor, não para mim. Não fiz nada. Eu sou motorista da Prefeitura. Nunca vi nada. Desconheço. Nunca ouvi falar", disse.

 

O ex-vereador Jubai também negou envolvimento no caso, mas confirmou que conhece os demais presos na operação desta terça-feira, a quem se referiu como "amigos". Jubai disse que trabalha, atualmente, como comerciante.

 

“Não estou envolvido. Eu não sei por que estou preso. Houve uma delação premiada de um empresário, eu sou ex-vereador, provavelmente ele citou meu nome", afirmou.

 

O G1 procura pelas defesas dos demais presos.

 

Investigação

 

"Apurou-se que os vereadores passaram a receber, desde 2013, uma espécie de mensalinho para formar a maioria da Câmara Municipal e, assim, conferir apoio político ao então prefeito Carlos Augusto Freitas [PSD]", informou o Gaeco em nota.

 

Freitas e mais cinco pessoas foram presas em julho do ano passado, na primeira fase da Operação Pândega. Na época, o Gaeco informou que os desvios em licitações na Prefeitura de Igarapava somavam R$ 26,4 milhões, desde 2013.

 

Agora, o Gaeco constatou que parte do valor obtido com contratos superfaturados foi destinada ao pagamento de vantagens indevidas aos vereadores. Estes, em contrapartida, aprovavam projetos de lei "que acabaram por causar imenso déficit no orçamento da cidade", diz a nota.

 

Os agentes também cumpriram 34 mandados de busca e apreensão em Igarapava, Rifaina (SP), Ribeirão Preto (SP), Delta (MG), Uberaba (MG) e Uberlândia (MG).

 

O capitão da PM Fabiano Cunha de Melo disse que na casa de Bruno Bisinoto, filho do ex-vereador Jubai, foram encontradas porções de maconha e um revólver sem registro.

 

"Foram encontrados objetos relativos a essa corrupção praticada por membros do legislativo e empresas de Igarapava, além de um revólver e certa quantidade de maconha que estava com um indivíduo de nome Bruno, filho de um dos empresários", afirmou.

 

Operação Pândega

 

O ex-prefeito de Igarapava Carlos Augusto Freitas, o irmão dele Sérgio Augusto de Freitas, uma ex-servidora municipal e três empresários foram presos em julho do ano passado por suspeita de envolvimento em fraudes e desvio de verbas em licitações.

 

Segundo o Gaeco, entre 2013 e 2016, o grupo fraudou procedimentos e dispensou indevidamente licitações, especialmente para prestação de serviços de transporte de pacientes da área da saúde e de estudantes, para favorecer determinadas empresas.

 

Os contratos firmados somam R$ 26.417.912, ainda segundo a Promotoria, que também investigou desvio de verbas em licitações para obras e prestação de serviços de publicidade da Prefeitura.

 

Na época, o promotor Adriano Mellega afirmou que e-mails interceptados apontaram que o irmão do ex-prefeito atuava diretamente no andamento das licitações, sem ter qualquer vínculo empregatício com a administração pública.

 

Ainda de acordo com o promotor, as empresas eram escolhidas com antecedência pela organização criminosa. Uma ex-servidora, também presa na operação, teria sido nomeada pelo então prefeito para cuidar dos desvios.

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