19/02/2020 - Em MS, Gaeco mira “cartas marcadas” em licitações de publicidade em RO
Notícia de licitação
 

Campo Grande News
Aline dos Santos e Viviane Oliveira

 

A informação preliminar é de que empresa em Rondônia estaria em nome de moradora de Campo Grande

 

Com três mandados de busca em Campo Grande, a ação do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado) nesta quarta-feira (dia 19), em apoio à operação Propagare, investigação do Ministério Público de Rondônia, é contra corrupção, peculato e organização criminosa.

 

Na Capital, a equipe do Gaeco cumpre mandado de busca e apreensão em sobrado na Rua Tricordiano, no Bairro Vilas Boas. O imóvel tem dispositivos de segurança, como cerca elétrica e concertina. Aparentemente, é uma residência. Os vizinhos não quiseram dizer o nome dos moradores, apenas que lá reside um casal de idosos. Ainda no local, a informação é de que empresa em Rondônia estaria em nome da moradora de Campo Grande. Mas seria, na verdade, da filha dela.

 

Os casos investigados são relativos a serviços de publicidade do Estado de Rondônia, especificamente, da Superintendência de Gestão dos Gastos Públicos Administrativos. Num “jogo de cartas marcadas”, havia participação de agências de publicidade de qualificação internacional, as quais não eram escolhidas nos processos por serem consideradas inaptas.

 

As contratações começaram em 2011 e os contratos foram aditivados ao longo do tempo. Conforme a investigação, os envolvidos direcionavam as licitações de publicidade para beneficiar a empresa investigada, que de forma ilícita, superfaturava e subcontratava outras empresas pertencentes a familiares.

 

O esquema envolve servidores públicos, empresas do ramo de publicidade e políticos. O Gaeco de Rondônia não divulgou o prejuízo, mas a estimativa é que ultrapasse milhões de reais. Nos últimos anos, as empresas investigadas receberam mais de R$ 120 milhões dos cofres públicos.

 

A operação tem apoio da Polícia Civil de Rondônia, Tribunal de Contas de Rondônia e Gaeco de Mato Grosso do Sul, Distrito Federal e São Paulo. Nome da operação, Propagare vem do latim e significa propaganda ou aquilo que se propaga.

Análise da página "emmsgaecomiii"   

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ACidade ONMilene Moreto O Executivo estima que até o final do ano a licitação seja encerrada A Prefeitura de Campinas autorizou na sexta-feira (21) a abertura do processo de licitação da Parceria Público Privada do Lixo. Agora, a Secretaria de Administração deve preparar a concorrência e disponibilizá-la para as empresas interessadas em assumir a gestão de resíduos sólidos na cidade. O Executivo estima que até o final do ano a licitação seja encerrada. O processo ficará 45 dias disponível para consultas. Esse é o prazo para o recebimento das propostas. A abertura dos envelopes só é autorizada após esse período. A PPP do Lixo é um dos maiores contratos da Administração, orçado em R$ 800 milhões. Passou por consulta pública e, segundo o secretário de Serviços Públicos, Ernesto Paulella, as mudanças sugeridas pela população não afetaram o projeto base. "Nós tivemos muitas sugestões e várias foram incorporadas ao nosso projeto, como a maximização da reciclagem. Nenhuma delas, no entanto, alterou a ideia do governo que é a de criar usinas, fazer uma gestão inteligente do lixo e com redução do impacto no meio ambiente", disse.  Sobre o edital, Paulella afirmou que que o processo está em fase avançada e acredita que, no máximo em um mês, já esteja disponível. "Durante toda a discussão da PPP o edital já estava em preparação. Precisamos agora apenas dos ajustes finais. Se tudo correr bem, nossa estimativa é de encerrar a licitação até o final do ano", disse o secretário. TRÊS USINAS A nova gestão do lixo planejada pela Prefeitura inclui a construção de três usinas: compostagem de lixo orgânico, reciclagem e transformação de rejeitos (carvão), que leva o nome de CDR. A receita da venda do material reciclado, composto e carvão é dividida com a Prefeitura. Cada um - empresa e Prefeitura - fica com 50%. O carvão, por exemplo, é utilizado em metalúrgicas e usinas de cimento, um mercado que está em crescimento em todo o mundo.  Todo o lixo passará por tratamento. Aquele que não puder ser aproveitado em nenhuma das usinas será descartado pela empresa. Mas a quantidade é pequena. Segundo Paulella, menos de 5%. Também é responsabilidade da concessionária que vencer a licitação realizar esse descarte em local adequado. O prazo para a vencedora da concessão construir as usinas é de cinco anos. Os serviços de varrição, cata-treco, coleta seletiva e ecopontos são assumidos imediatamente, mas a empresa só recebe pelo serviços prestados. Quanto mais ela demorar para construir as usinas, menos conseguirá gerar de receita.
 
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