20/11/2020 - Empresários são alvo de operação que investiga fraudes em licitações em Barbalha
Notícia de licitação
 

O Povo

 

Processos teriam ocorrido já durante a pandemia de Covid-19

 

Um grupo de empresários é alvo de operação da Polícia Civil que investiga fraudes em processo de dispensa de licitações na cidade de Barbalha, na região do Cariri. De acordo com a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS), supostos crimes teriam ocorrido já durante a pandemia de Covid-19.

 

Cerca de R$ 1 milhão seria a soma de recursos públicos envolvidos nas dispensas de licitação investigadas na operação.

 

A operação foi deflagrada pela Polícia Civil na última terça-feira, 17, mas foi divulgada só nesta sexta-feira, 20. Foram cumpridos sete mandados de busca e apreensão contra um grupo de empresários da região.

 

Conforme a pasta, foram apreendidos materiais nas cidades de Barbalha, Juazeiro do Norte e Crato. Documentos, aparelhos celulares e equipamentos de informática como computadores e notebooks foram coletados por equipes da Polícia Civil.

 

"As investigações identificaram indícios de fraude em dispensas de licitações realizadas para aquisição de material de higiene, equipamentos de proteção individual, serviços de propaganda e contratação de empresa para montagem de stand de drive thru para atendimento à população", diz a SSPDS em nota.

 

A SSPDS diz que entre os indícios de fraudes verificados estão a escolha de empresas de um mesmo grupo familiar antes mesmo da instauração de processos de licitação. Além disso, foram verificadas empresas de "fachada" sem empregados e bens, apresentação de propostas de cobertura e montagem de processos de dispensa de licitação.

 

A Polícia Civil segue investigando o caso e afirma que a população pode contribuir repassando informações que colaborem com os trabalhos policiais. É possível denunciar pelo (88) 3102-1196, da Delegacia Municipal de Barbalha. Outro contato é o 181, do Disque Denúncia da SSPDS. O sigilo e o anonimato são garantidos, diz a pasta.

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ACidade ONMilene Moreto O Executivo estima que até o final do ano a licitação seja encerrada A Prefeitura de Campinas autorizou na sexta-feira (21) a abertura do processo de licitação da Parceria Público Privada do Lixo. Agora, a Secretaria de Administração deve preparar a concorrência e disponibilizá-la para as empresas interessadas em assumir a gestão de resíduos sólidos na cidade. O Executivo estima que até o final do ano a licitação seja encerrada. O processo ficará 45 dias disponível para consultas. Esse é o prazo para o recebimento das propostas. A abertura dos envelopes só é autorizada após esse período. A PPP do Lixo é um dos maiores contratos da Administração, orçado em R$ 800 milhões. Passou por consulta pública e, segundo o secretário de Serviços Públicos, Ernesto Paulella, as mudanças sugeridas pela população não afetaram o projeto base. "Nós tivemos muitas sugestões e várias foram incorporadas ao nosso projeto, como a maximização da reciclagem. Nenhuma delas, no entanto, alterou a ideia do governo que é a de criar usinas, fazer uma gestão inteligente do lixo e com redução do impacto no meio ambiente", disse.  Sobre o edital, Paulella afirmou que que o processo está em fase avançada e acredita que, no máximo em um mês, já esteja disponível. "Durante toda a discussão da PPP o edital já estava em preparação. Precisamos agora apenas dos ajustes finais. Se tudo correr bem, nossa estimativa é de encerrar a licitação até o final do ano", disse o secretário. TRÊS USINAS A nova gestão do lixo planejada pela Prefeitura inclui a construção de três usinas: compostagem de lixo orgânico, reciclagem e transformação de rejeitos (carvão), que leva o nome de CDR. A receita da venda do material reciclado, composto e carvão é dividida com a Prefeitura. Cada um - empresa e Prefeitura - fica com 50%. O carvão, por exemplo, é utilizado em metalúrgicas e usinas de cimento, um mercado que está em crescimento em todo o mundo.  Todo o lixo passará por tratamento. Aquele que não puder ser aproveitado em nenhuma das usinas será descartado pela empresa. Mas a quantidade é pequena. Segundo Paulella, menos de 5%. Também é responsabilidade da concessionária que vencer a licitação realizar esse descarte em local adequado. O prazo para a vencedora da concessão construir as usinas é de cinco anos. Os serviços de varrição, cata-treco, coleta seletiva e ecopontos são assumidos imediatamente, mas a empresa só recebe pelo serviços prestados. Quanto mais ela demorar para construir as usinas, menos conseguirá gerar de receita.
 
 
 
 
 
 
 
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