20/04/2019 - Fla e Flu assumem o Maracanã hoje com a missão de torná-lo rentável
Notícia de licitação
 

Meio Norte
Victor Melo

 

Em seis anos, o Maracanã, sob administração da concessionária, foi deficitário. De acordo com os balanços até 2017, a soma chegava a R$ 247 milhões de prejuízo.

 

A partir desta sexta, o Maracanã entra numa nova era sob a guarda da dupla Fla-Flu, por 180 dias, que podem ser prorrogados por mais 180, antes de uma nova licitação do governo do Rio. A Odebrecht, que reformou e gerenciou o estádio em seu conceito de arena, entregou as chaves ontem após quase seis anos de concessão, pouco mais de 1/7 do contrato de 35 anos, com muitas dúvidas sobre a viabilidade administrativa de um dos maiores símbolos do futebol mundial.

 

Em abril de 2013, a construtora Odebrecht entregou — não totalmente pronto — o Maracanã. Ao custo de R$ 1,266 bilhão, a nova arena foi revelada ao público no amistoso entre Brasil e Inglaterra, em junho. Diante do padrão Fifa, o torcedor se deparou com um estádio totalmente modificado, para não dizer desconfigurado, em relação ao icônico palco da final do Mundial de 1950.

 

Para a Copa das Confederações daquele ano e a Copa do Mundo em 2014, foi retirado o anel superior e a marquise, encurtado o espaço do campo às arquibancadas, construídos novos acessos, cobertura, além das rampas e, claro, reduzida ainda mais a capacidade. De 90 mil lugares (após as obras para o Pan de 2007), caiu para pouco mais de 78 mil.O torcedor carioca teve de reaprender a circular nos anéis e, nas competições Fifa, a respeitar os lugares marcados nos ingressos. E viu grandes públicos em shows internacionais.

 

Novo, o estádio não precisa de obras estruturais, assim como o Maracanãzinho. O governo, no entanto, terá de cumprir velhas promessas com relação a soluções definitivas do Estádio de Atletismo Célio de Barros. O Parque Aquático Julio DeLamare foi reinaugurado semana passada, com três piscinas e quadra poliesportiva.

 

Prejuízo acumulado de R$ 247 milhões

 

Em seis anos, o Maracanã, sob administração da concessionária, foi deficitário. De acordo com os balanços até 2017, a soma chegava a R$ 247 milhões de prejuízo. Os lucros eram previstos após cinco anos. Mas o uso do estádio na Copa e nos Jogos Olímpicos, impediram a empresa de faturar.

 

O imbróglio envolvendo Odebrecht e o estado começou em 2015, quando a concessionária quis rever o contrato. Sem poder utilizar as áreas do Célio de Barros e Julio DeLamare, que, inicialmente, seriam derrubados para construção de shopping e estacionamento, a empresa ameaçou devolver o estádio.

 

O anúncio da devolução foi em junho de 2016, e, desde então, o caso foi parar em câmaras de conciliação. Nesta mesma época, houve um afastamento dos clubes, que procuraram outros estádios para mandar seus jogos e aumentaram o prejuízo da concessionária. A relação foi encerrada com a decisão do governador Wilson Witzel, que retomou o Maracanã e assinou contrato com os clubes.

 

Eles terão que assumir as contas do estádio, que não são poucas. A estimativa é de R$ 2 milhões de manutenção por mês. Este ano, o gasto médio mensal com energia elétrica ultrapassa os R$ 550 mil.

 

Parte desse custeio virá do pagamento de R$ 90 mil de aluguel por jogo (os times jogam, em média, quatro partidas por mês). Ainda há o pagamento mensal de R$ 116 mil ao estado e parte da receita com o tour, no valor mínimo de R$ 64 mil.

 

Lembranças mais internacionais

 

Dos 257 jogos da era Odebrecht, as principais memórias estão atreladas mais às competições internacionais do que a ligação da torcida carioca e os grandes do Rio. O novo Maracanã teve seus maiores públicos, por exemplo, em jogos da Argentina: contra a Bósnia e a final da Copa diante da Alemanha. Todos também se lembram da cobrança de pênalti de Neymar que deu o inédito ouro olímpico no futebol.

 

Os rubro-negros certamente se lembram a final da Copa do Brasil de 2013. O Flamengo foi campeão sobre o Athletico-PR diante de quase 69 mil pessoas.

 

No último ano, a reaproximação já vinha acontecendo com públicos recordes do rubro-negro no Brasileiro e o Fluminense também fazendo valer seu mando. Mas as novas diretrizes não contemplaram os anseios de Vasco e Botafogo.

Análise da página "flaeflu"   

Avaliação: 2 de 10 | Comentários: 7 | Número de avaliações: 14
 
 
 

 
Contato
 
  (48) 99184-1375
  (48) 3364-8666
  (48) 3028-9667
Av. Pref. Osmar Cunha, 416, Sala 11.05, Centro, Florianópolis/SC, CEP 88015-100
Encontre-nos
 
ACidade ONMilene Moreto O Executivo estima que até o final do ano a licitação seja encerrada A Prefeitura de Campinas autorizou na sexta-feira (21) a abertura do processo de licitação da Parceria Público Privada do Lixo. Agora, a Secretaria de Administração deve preparar a concorrência e disponibilizá-la para as empresas interessadas em assumir a gestão de resíduos sólidos na cidade. O Executivo estima que até o final do ano a licitação seja encerrada. O processo ficará 45 dias disponível para consultas. Esse é o prazo para o recebimento das propostas. A abertura dos envelopes só é autorizada após esse período. A PPP do Lixo é um dos maiores contratos da Administração, orçado em R$ 800 milhões. Passou por consulta pública e, segundo o secretário de Serviços Públicos, Ernesto Paulella, as mudanças sugeridas pela população não afetaram o projeto base. "Nós tivemos muitas sugestões e várias foram incorporadas ao nosso projeto, como a maximização da reciclagem. Nenhuma delas, no entanto, alterou a ideia do governo que é a de criar usinas, fazer uma gestão inteligente do lixo e com redução do impacto no meio ambiente", disse.  Sobre o edital, Paulella afirmou que que o processo está em fase avançada e acredita que, no máximo em um mês, já esteja disponível. "Durante toda a discussão da PPP o edital já estava em preparação. Precisamos agora apenas dos ajustes finais. Se tudo correr bem, nossa estimativa é de encerrar a licitação até o final do ano", disse o secretário. TRÊS USINAS A nova gestão do lixo planejada pela Prefeitura inclui a construção de três usinas: compostagem de lixo orgânico, reciclagem e transformação de rejeitos (carvão), que leva o nome de CDR. A receita da venda do material reciclado, composto e carvão é dividida com a Prefeitura. Cada um - empresa e Prefeitura - fica com 50%. O carvão, por exemplo, é utilizado em metalúrgicas e usinas de cimento, um mercado que está em crescimento em todo o mundo.  Todo o lixo passará por tratamento. Aquele que não puder ser aproveitado em nenhuma das usinas será descartado pela empresa. Mas a quantidade é pequena. Segundo Paulella, menos de 5%. Também é responsabilidade da concessionária que vencer a licitação realizar esse descarte em local adequado. O prazo para a vencedora da concessão construir as usinas é de cinco anos. Os serviços de varrição, cata-treco, coleta seletiva e ecopontos são assumidos imediatamente, mas a empresa só recebe pelo serviços prestados. Quanto mais ela demorar para construir as usinas, menos conseguirá gerar de receita.
 
Home   •   Topo   •   Sitemap
© Todos os direitos reservados.
 
Principal   Equipe   Missão e Valores   Imprensa