14/03/2019 - FSP: jornal sabia vencedor da licitação da CBF meses antes do resultado
Notícia de licitação
 

Isto é Dinheiro

 

A Folha tinha a informação do vencedor da licitação da CBF desde o dia 24 de janeiro - dia da abertura do processo. Resultado foi anunciado nesta terça-feira (12)

 

Uma reportagem do Jornal Folha de São Paulo mostrou que o jornal sabia do vencedor da licitação da CBF para a exploração de publicidade estática do campeonato brasileiro vencida pela Sport Promotion nesta terça-feira (12). Segundo o texto, a informação já era sabida desde o dia 24 de janeiro, quando a confederação postou em seu site oficial a convocatória para o processo.

 

A informação foi registrada pelo jornal no dia 31 de janeiro no 1º Tabelião de Notas da Capital, em São Paulo, mesmo dia da apresentação de propostas da empresas interessadas. Já no dia 7 de fevereiro – quando clubes se reuniram para discutir as propostas –  foi feito um anúncio cifrado na seção de classificados com o nome traduzido da empresa e número e CEP da sede da CBF no Rio de Janeiro.

 

A Sports Promotion tem relações comerciais com a CBF há 30 anos, e atualmente detém os direitos de transmissão das séries B,C e D e as negocia com redes de televisão, além de ainda explorar placas de publicidades destas competições. Ela ainda trabalha com o Campeonato Brasileiro Feminino, Masculino sub-20 e Copas do Brasil sub-17 e sub-20. Ela também detém direito de 7 dos 12 campeonatos estaduais/regionais do País.

 

A concorrência para as placas de publicidade do Campeonato Brasileiro era inicialmente até 2022, mas a Sports Promotion disse o contrato é válido para cinco anos. A empresa também contou com uma sócio estrangeira para a licitação, a Ecotonian, fundo de investimento com sede na Suíça e Inglaterra que está no esporte há quatro anos, com contratos em Portugal, Espanha, Itália, Alemanha e Inglaterra.

 

A EY, consultoria contratada para auditar o processo afirmou que não houve interferência no processo, enquanto a CBF classificou como “absurda” a informação do jornal

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ACidade ONMilene Moreto O Executivo estima que até o final do ano a licitação seja encerrada A Prefeitura de Campinas autorizou na sexta-feira (21) a abertura do processo de licitação da Parceria Público Privada do Lixo. Agora, a Secretaria de Administração deve preparar a concorrência e disponibilizá-la para as empresas interessadas em assumir a gestão de resíduos sólidos na cidade. O Executivo estima que até o final do ano a licitação seja encerrada. O processo ficará 45 dias disponível para consultas. Esse é o prazo para o recebimento das propostas. A abertura dos envelopes só é autorizada após esse período. A PPP do Lixo é um dos maiores contratos da Administração, orçado em R$ 800 milhões. Passou por consulta pública e, segundo o secretário de Serviços Públicos, Ernesto Paulella, as mudanças sugeridas pela população não afetaram o projeto base. "Nós tivemos muitas sugestões e várias foram incorporadas ao nosso projeto, como a maximização da reciclagem. Nenhuma delas, no entanto, alterou a ideia do governo que é a de criar usinas, fazer uma gestão inteligente do lixo e com redução do impacto no meio ambiente", disse.  Sobre o edital, Paulella afirmou que que o processo está em fase avançada e acredita que, no máximo em um mês, já esteja disponível. "Durante toda a discussão da PPP o edital já estava em preparação. Precisamos agora apenas dos ajustes finais. Se tudo correr bem, nossa estimativa é de encerrar a licitação até o final do ano", disse o secretário. TRÊS USINAS A nova gestão do lixo planejada pela Prefeitura inclui a construção de três usinas: compostagem de lixo orgânico, reciclagem e transformação de rejeitos (carvão), que leva o nome de CDR. A receita da venda do material reciclado, composto e carvão é dividida com a Prefeitura. Cada um - empresa e Prefeitura - fica com 50%. O carvão, por exemplo, é utilizado em metalúrgicas e usinas de cimento, um mercado que está em crescimento em todo o mundo.  Todo o lixo passará por tratamento. Aquele que não puder ser aproveitado em nenhuma das usinas será descartado pela empresa. Mas a quantidade é pequena. Segundo Paulella, menos de 5%. Também é responsabilidade da concessionária que vencer a licitação realizar esse descarte em local adequado. O prazo para a vencedora da concessão construir as usinas é de cinco anos. Os serviços de varrição, cata-treco, coleta seletiva e ecopontos são assumidos imediatamente, mas a empresa só recebe pelo serviços prestados. Quanto mais ela demorar para construir as usinas, menos conseguirá gerar de receita.
 
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