07/05/2019 - GDF lança edital para privatizar o Metrô-DF
Notícia de licitação
 

Destak
Andressa Reis

 

Propostas devem ser apresentadas até 3 de junho; com o anúncio da licitação, greve dos metroviários ganha força

 

O Governo do Distrito Federal (GDF) irá privatizar a Companhia Metropolitana do Distrito Federal (Metrô-DF). Uma licitação já foi aberta, no valor de R$ 160 milhões, para que empresas interessadas em assumir a gestão da companhia apresentem sugestões de projetos. Servidores, que estão em greve há seis dias questionam decisão. 

 

De acordo com o Sindicato dos Trabalhadores de Empresas de Transporte Metroviários do DF (Sindmetrô), a privatização é um absurdo. "É decepcionante. O governador Ibaneis Rocha nos procurou quando tinha apenas 2% das intenções. Segundo ele, com o pagamento de impostos e investimento, nossos problemas e o da companhia seriam solucionados", declara a categoria em nota. 

 

Questionados pelo Destak, o GDF declarou que a medida foi necessária para aprimorar a prestação do serviço e melhorar a eficiência da operação do sistema.

 

A regulamentação do processo licitatório foi publicada no Diário Oficial do DF , na sexta (3). De acordo com o texto, podem se candidatar empresas que tenham experiência comprovada em projetos ou na operação de sistema metroviário de transporte de passageiros, no Brasil ou no exterior.

 

O prazo final para apresentar sugestões de projeto é 3 de junho. Enquanto o edital está aberto, estudos visando a gestão, operação, manutenção e eventual expansão do Metrô serão elaborados. 

 

Segundo a Secretaria de Transporte e Mobilidade, com a privatização pretende-se conseguir uma redução significativa nos valores subsidiados pelo Governo do Distrito Federal ao sistema metroviário. Porém, não há estimativa precisa de valores.

 

Greve

 

A greve dos metroviários completa seis dias hoje. Segundo a categoria, não há previsão de fim. Durante a última negociação ontem (6), o governo retirou a proposta de abono da faltas. Os servidores também demandaram a manutenção do acordo coletivo por mais 30 dias, porém isso também não foi aceito. O metrô está funcionando com 80% da frota total.

Análise da página "gdflanccca"   

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ACidade ONMilene Moreto O Executivo estima que até o final do ano a licitação seja encerrada A Prefeitura de Campinas autorizou na sexta-feira (21) a abertura do processo de licitação da Parceria Público Privada do Lixo. Agora, a Secretaria de Administração deve preparar a concorrência e disponibilizá-la para as empresas interessadas em assumir a gestão de resíduos sólidos na cidade. O Executivo estima que até o final do ano a licitação seja encerrada. O processo ficará 45 dias disponível para consultas. Esse é o prazo para o recebimento das propostas. A abertura dos envelopes só é autorizada após esse período. A PPP do Lixo é um dos maiores contratos da Administração, orçado em R$ 800 milhões. Passou por consulta pública e, segundo o secretário de Serviços Públicos, Ernesto Paulella, as mudanças sugeridas pela população não afetaram o projeto base. "Nós tivemos muitas sugestões e várias foram incorporadas ao nosso projeto, como a maximização da reciclagem. Nenhuma delas, no entanto, alterou a ideia do governo que é a de criar usinas, fazer uma gestão inteligente do lixo e com redução do impacto no meio ambiente", disse.  Sobre o edital, Paulella afirmou que que o processo está em fase avançada e acredita que, no máximo em um mês, já esteja disponível. "Durante toda a discussão da PPP o edital já estava em preparação. Precisamos agora apenas dos ajustes finais. Se tudo correr bem, nossa estimativa é de encerrar a licitação até o final do ano", disse o secretário. TRÊS USINAS A nova gestão do lixo planejada pela Prefeitura inclui a construção de três usinas: compostagem de lixo orgânico, reciclagem e transformação de rejeitos (carvão), que leva o nome de CDR. A receita da venda do material reciclado, composto e carvão é dividida com a Prefeitura. Cada um - empresa e Prefeitura - fica com 50%. O carvão, por exemplo, é utilizado em metalúrgicas e usinas de cimento, um mercado que está em crescimento em todo o mundo.  Todo o lixo passará por tratamento. Aquele que não puder ser aproveitado em nenhuma das usinas será descartado pela empresa. Mas a quantidade é pequena. Segundo Paulella, menos de 5%. Também é responsabilidade da concessionária que vencer a licitação realizar esse descarte em local adequado. O prazo para a vencedora da concessão construir as usinas é de cinco anos. Os serviços de varrição, cata-treco, coleta seletiva e ecopontos são assumidos imediatamente, mas a empresa só recebe pelo serviços prestados. Quanto mais ela demorar para construir as usinas, menos conseguirá gerar de receita.
 
 
 
 
 
 
 
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