11/11/2018 - Mutirão de catarata no Mato Grosso é investigado por possível erro médico e fraude
Notícia de licitação
 

G1 - Fantástico

 

Empresa que venceu licitação para fazer as cirurgias estaria aumentando o número de cirurgias e consultas realizadas para receber mais dinheiro do estado, segundo MP.

 

Um mutirão pra operar gente com catarata, 48 milhões de verba do governo. A empresa responsável pelo serviço prestou as contas e aí embaçou tudo, porque a cura muita gente não viu.

 

Para fazer os atendimentos, o governo de Mato Grosso contratou por licitação uma empresa de Ribeirão Preto, interior de São Paulo. Os mutirões começaram e logo chegaram denúncias ao Ministério Público: ela estaria inflando, aumentando, o número de cirurgias e consultas realizadas para receber mais dinheiro do estado.

 

Além da suspeita de pagamento em dobro, a promotoria investiga se houve erro médico. Um dos operados, por exemplo, saiu da cirurgia com um comprovante que dizia que ele recebeu a lente artificial usada na cirurgia de catarata. Mas a visão só piorou. Depois, ele procurou um médico particular, que concluiu: "não há nenhuma lente" no olho direito.

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ACidade ONMilene Moreto O Executivo estima que até o final do ano a licitação seja encerrada A Prefeitura de Campinas autorizou na sexta-feira (21) a abertura do processo de licitação da Parceria Público Privada do Lixo. Agora, a Secretaria de Administração deve preparar a concorrência e disponibilizá-la para as empresas interessadas em assumir a gestão de resíduos sólidos na cidade. O Executivo estima que até o final do ano a licitação seja encerrada. O processo ficará 45 dias disponível para consultas. Esse é o prazo para o recebimento das propostas. A abertura dos envelopes só é autorizada após esse período. A PPP do Lixo é um dos maiores contratos da Administração, orçado em R$ 800 milhões. Passou por consulta pública e, segundo o secretário de Serviços Públicos, Ernesto Paulella, as mudanças sugeridas pela população não afetaram o projeto base. "Nós tivemos muitas sugestões e várias foram incorporadas ao nosso projeto, como a maximização da reciclagem. Nenhuma delas, no entanto, alterou a ideia do governo que é a de criar usinas, fazer uma gestão inteligente do lixo e com redução do impacto no meio ambiente", disse.  Sobre o edital, Paulella afirmou que que o processo está em fase avançada e acredita que, no máximo em um mês, já esteja disponível. "Durante toda a discussão da PPP o edital já estava em preparação. Precisamos agora apenas dos ajustes finais. Se tudo correr bem, nossa estimativa é de encerrar a licitação até o final do ano", disse o secretário. TRÊS USINAS A nova gestão do lixo planejada pela Prefeitura inclui a construção de três usinas: compostagem de lixo orgânico, reciclagem e transformação de rejeitos (carvão), que leva o nome de CDR. A receita da venda do material reciclado, composto e carvão é dividida com a Prefeitura. Cada um - empresa e Prefeitura - fica com 50%. O carvão, por exemplo, é utilizado em metalúrgicas e usinas de cimento, um mercado que está em crescimento em todo o mundo.  Todo o lixo passará por tratamento. Aquele que não puder ser aproveitado em nenhuma das usinas será descartado pela empresa. Mas a quantidade é pequena. Segundo Paulella, menos de 5%. Também é responsabilidade da concessionária que vencer a licitação realizar esse descarte em local adequado. O prazo para a vencedora da concessão construir as usinas é de cinco anos. Os serviços de varrição, cata-treco, coleta seletiva e ecopontos são assumidos imediatamente, mas a empresa só recebe pelo serviços prestados. Quanto mais ela demorar para construir as usinas, menos conseguirá gerar de receita.
 
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