29/11/2020 - Niterói, uma cidade com vocação para pedalar cada vez mais
Notícia de licitação
 

O Fluminense
Ulisses Dávila

 

Uma das questões mais complexas da Região Metropolitana do Estado do Rio de Janeiro, a mobilidade urbana em Niterói, apesar dos problemas comuns a outras cidades, tem se destacado nos últimos anos pelo incentivo ao uso de bicicletas como meio de transporte. A cidade investiu na construção de ciclovias entre outras estruturas necessárias para que o deslocamento sobre duas rodas substituísse parte dos veículos motorizados pelas ruas. Mas no outro extremo dessas ações, ciclistas reivindicam mais segurança, fiscalização e ações de educação no trânsito, enquanto também lutam para que o apoio permaneça, independente da gestão.

 

A morte da ciclista niteroiense Marina Kohler Harkot, de 28 anos, atropelada na madrugada do último dia 8 enquanto pedalava pela Avenida Paulo VI, na Zona Oeste de São Paulo chocou a todos. A velocidade da via é de 50km/h e há quatro faixas. Mariana estava próxima ao meio-fio. De acordo com a polícia, o motorista fugiu sem prestar socorro.

 

O crime reacende o dilema entre o incentivo do uso de bicicletas como meio de transporte com todos os impactos positivos que isso acarreta para a mobilidade urbana e a segurança do ciclista, em um contexto marcado pelo falta de infraestrutura e até mesmo violência.

 

Por uma triste ironia, a cidade natal de Marina tem priorizado, nos últimos anos, ações de incentivo ao uso da bicicletas. O que mais se destaca no município é o investimento feito, segundo o deputado estadual Waldeck Carneiro.

 

Isso tem produzido um aumento da malha cicloviária muito importante, pois, antes de mais nada, é preciso criar condições para que haja mudança, sobretudo com segurança. A Avenida Amaral Peixoto, no Centro, por exemplo, é um exemplo do resultado desse tipo de investimento, com um fluxo intenso de bicicletas o tempo todo, por conta da infraestrutura oferecida.

 

Presidente da Comissão Especial de Implantação do Novo Modelo de Governança da Região Metropolitana, Waldeck Carneiro defende que também é preciso investir na educação, formação e informação tanto de motorista, quanto do ciclista e também o pedestre.

 

"O trânsito não é uma guerra. Felizmente, a Alerj conseguiu consolidar a Lei Complementar 184/2018 que fixou diretrizes para Região Metropolitana, Um passo importante para esta que é a região mais complexa do Brasil, mais densa demograficamente, que entre entre tantos desafios consequentes de desse número enorme de pessoas que convivem com imensas desigualdades, está também a mobilidade", destaca o deputado estadual.

 

Ciclovias - Atualmente, Niterói conta com 45 km de infraestrutura cicloviária, e nos últimos sete anos triplicou a rede cicloviária, de 15 km para 45 km. Está em processo de licitação a implantação de mais 23 quilômetros de ciclovia na Região Oceânica. A primeira etapa das intervenções consiste na criação de percurso para bicicletas passando pelos bairros de Piratininga, Santo Antônio, Jacaré, Maravista e Engenho do Mato.

 

Este novo eixo se conectará com a ciclovia Translagunar prevista por outra frente de obras, como a do Parque Orla de Piratininga (POP). A Translagunar será composta de diversos trechos de infraestrutura cicloviária que sairá de Itaipu e Itacoatiara, se ligando ao Túnel Charitas-Cafubá através do entorno das lagoas de Piratininga e Itaipu.

 

Ciclista de Niterói, o fisioterapeuta Pedro Matsumoto, de 46 anos, afirma que com a pandemia o número de pessoas usando bicicletas como meio de transporte aumentou bastante na cidade.

 

Em março, o município também deu início a requalificação de ciclovias e ciclofaixas existentes. Desde então, estão sendo implantados dispositivos segregadores e balizadores ao longo das vias e de seus pontos considerados críticos, além do reforço da sinalização horizontal, com mensagens estimulando o respeito aos pedestres e de alerta nos cruzamentos e garagens. O trabalho começou pelas ciclovias das Avenidas Roberto Silveira, em Icaraí, Amaral Peixoto e Rua São Lourenço, no Centro. A ciclofaixa da Estrada Leopoldo Fróes, que liga Icaraí e São Francisco, e a Avenida Benjamin Constant, no Barreto, também já receberam estas melhorias. A próxima via a Professor Sílvio Picanço, em Charitas.

 

"As iniciativas têm como objetivo aumentar a segurança de ciclistas, pedestres e motoristas. Com estas melhorias e a conclusão das obras de reurbanização da Avenida Marquês do Paraná, no Centro, o programa Niterói de Bicicleta busca consolidar ainda mais a mobilidade por bicicleta no Município", diz o coordenador do Programa Niterói de Bicicleta, Filipe Simões.

 

Também está sendo feita a requalificação de mais um trecho da malha cicloviária da cidade. São as ciclovias conhecidas como circuito universitário, que abrangem os bairros de São Domingos, Ingá e Gragoatá. A previsão é que as intervenções sejam concluídas no início de dezembro.

 

"No período de aulas, este trecho possui fundamental importância para o público universitário, com a maior circulação de estudantes", explica Simões.

 

Bicicletário - Em 2017, foi inaugurado o Bicicletário Araribóia, ao lado da Estação das Barcas, que oferece 446 vagas e tem 11 mil usuários cadastrados. Nos últimos anos, segundo o programa Niterói de Bicicleta, o fluxo de ciclistas nas principais vias da cidade aumentou cerca de 300%. A cidade também ganhou 1300 paraciclos e tem a previsão de instalação de mais 1000 novos paraciclos, além da implantação de novos bicicletários na Região Oceânica.

 

Para garantir a continuidade das ações, e para atender outras reivindicações, o Coletivo Pedal Sonoro criou um documento os candidatos a prefeito e vereadores da cidade assinaram, assumindo um compromisso com a conclusão do Plano de Mobilidade Urbana, priorizando transportes sustentáveis, de forma transparente.

 

Ações futuras - Em 2019, a Prefeitura de Niterói apresentou o Plano Municipal de Mobilidade Sustentável, que inclui uma série de intervenções urbanas e viárias que têm por objetivo melhorar a mobilidade em toda a cidade para os próximos 10 anos. Recentemente, foi entregue a obra de alargamento da Avenida Marquês do Paraná, e encontra-se em fase final de implantação os projetos de alargamento da Avenida Paulo Alves, e a remodelação do Mercado Municipal.

 

A nova ciclovia bidirecional liga a ciclovia da Avenida Ernani do Amaral Peixoto, no Centro, com a ciclofaixa da Avenida Roberto Silveira, em Icaraí. Para quem anda a pé, a Avenida Marquês do Paraná reserva experiências novas. Além de acessibilidade, as novas calçadas contam com paisagismo, um verdadeiro boulevard, tornando a caminhada mais agradável.

 

De acordo com o Plano de Mobilidade, estão previstos para o próximo ano o Terminal Caramujo, na região Norte, contemplando a integração de linhas de ônibus de municípios do Leste Metropolitano com o sistema de linhas municipais da região Norte de Niterói; o desenvolvimento e implantação de projetos como a continuidade da implantação do Plano Cicloviário - Programa Niterói de Bicicleta priorizando o transporte ativo, com a extensão da infraestrutura e implantação de novos bicicletários, e a implantação do Mergulhão da Avenida Marechal Deodoro com a Avenida Jansen de Melo.

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ACidade ONMilene Moreto O Executivo estima que até o final do ano a licitação seja encerrada A Prefeitura de Campinas autorizou na sexta-feira (21) a abertura do processo de licitação da Parceria Público Privada do Lixo. Agora, a Secretaria de Administração deve preparar a concorrência e disponibilizá-la para as empresas interessadas em assumir a gestão de resíduos sólidos na cidade. O Executivo estima que até o final do ano a licitação seja encerrada. O processo ficará 45 dias disponível para consultas. Esse é o prazo para o recebimento das propostas. A abertura dos envelopes só é autorizada após esse período. A PPP do Lixo é um dos maiores contratos da Administração, orçado em R$ 800 milhões. Passou por consulta pública e, segundo o secretário de Serviços Públicos, Ernesto Paulella, as mudanças sugeridas pela população não afetaram o projeto base. "Nós tivemos muitas sugestões e várias foram incorporadas ao nosso projeto, como a maximização da reciclagem. Nenhuma delas, no entanto, alterou a ideia do governo que é a de criar usinas, fazer uma gestão inteligente do lixo e com redução do impacto no meio ambiente", disse.  Sobre o edital, Paulella afirmou que que o processo está em fase avançada e acredita que, no máximo em um mês, já esteja disponível. "Durante toda a discussão da PPP o edital já estava em preparação. Precisamos agora apenas dos ajustes finais. Se tudo correr bem, nossa estimativa é de encerrar a licitação até o final do ano", disse o secretário. TRÊS USINAS A nova gestão do lixo planejada pela Prefeitura inclui a construção de três usinas: compostagem de lixo orgânico, reciclagem e transformação de rejeitos (carvão), que leva o nome de CDR. A receita da venda do material reciclado, composto e carvão é dividida com a Prefeitura. Cada um - empresa e Prefeitura - fica com 50%. O carvão, por exemplo, é utilizado em metalúrgicas e usinas de cimento, um mercado que está em crescimento em todo o mundo.  Todo o lixo passará por tratamento. Aquele que não puder ser aproveitado em nenhuma das usinas será descartado pela empresa. Mas a quantidade é pequena. Segundo Paulella, menos de 5%. Também é responsabilidade da concessionária que vencer a licitação realizar esse descarte em local adequado. O prazo para a vencedora da concessão construir as usinas é de cinco anos. Os serviços de varrição, cata-treco, coleta seletiva e ecopontos são assumidos imediatamente, mas a empresa só recebe pelo serviços prestados. Quanto mais ela demorar para construir as usinas, menos conseguirá gerar de receita.
 
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