26/09/2018 - Operação contra fraudes em licitações na UFJF é deflagrada pela Polícia Federal e MPF
Notícia de licitação
 

G1 Zona da Mata

 

Operação 'Ghost Writer' apura fraudes em pregões eletrônicos e concorrências realizados no segundo semestre de 2010. Foram cumpridos oito mandados de busca e apreensão.

 

A Polícia Federal e o Ministério Público Federal deflagraram nesta quarta-feira (26) a Operação “Ghost Writer”, para apurar fraudes em pregões eletrônicos e concorrência realizados no segundo semestre de 2010 pela Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF).

 

A reportagem do G1 entrou em contato com a Polícia Federal e com a UFJF, solicitando outras informações e aguarda retorno.

 

De acordo com a polícia, foram cumpridos oito mandados judiciais de busca e apreensão contra três agentes públicos e cinco particulares, expedidos pela 3ª Vara Federal de Juiz de Fora.

 

A investigação é desdobramento da “Operação Editor”, deflagrada em fevereiro deste ano em que a UFJF colaborou, apresentando informações e documentos.

 

Segundo a PF, duas das licitações fraudadas eram para aquisição de mobiliário de escritório. Em ambos, foi selecionada a mesma fornecedora, cuja contratação envolveu valores de cerca de R$ 1,5 milhão.

 

As investigações revelaram que os editais dos dois certames teriam incorporado cláusulas restritivas, com a exigência da apresentação de laudos de conformidade técnica dos móveis, conforme havia sido anteriormente sugerido pelo representante comercial da empresa em Juiz de Fora, com o fim declarado de limitar o número de competidores.

 

Segundo a PF informou via assessoria, "chama a atenção que, em outra licitação realizada no mesmo período, estando ausente a empresa favorecida, os envolvidos não cogitaram exigir os mesmos laudos técnicos para o mobiliário a ser adquirido".

 

A terceira licitação fraudada teve por objeto a contratação de projetos para a implantação do Parque Científico e Tecnológico da UFJF. Realizada pelo tipo técnica e preço, a concorrência inicialmente despertou o interesse de diferentes empresas.

 

Conforme as investigações, cláusulas restritivas a respeito dos atestados que deveriam ser apresentados, da experiência que deveria ser comprovada pelos licitantes e dos critérios de avaliação das propostas técnicas frustraram o caráter competitivo da licitação.

 

"Ao final, compareceu à concorrência apenas a empresa cujos representantes teriam participado, clandestinamente, da redação das cláusulas restritivas do edital. Após aditamentos, o preço do contrato ultrapassou R$ 5,1 milhões, em valores da época", disse a PF via assessoria.

 

De acordo com a Polícia Federal, nove pessoas já foram indiciadas pelo crime de frustração ou fraude do caráter competitivo de procedimento licitatório, previsto no art. 90 da Lei nº 8.666 de 1993, com pena máxima de até 4 anos de detenção.

 

A assessoria explicou que o nome “Ghost writer” faz alusão à participação de “escritores fantasmas” na redação de cláusulas restritivas dos editais das licitações.

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