27/09/2018 - PF deflagra operação para desarticular grupo que fraudou licitação no Amapá
Notícia de licitação
 

G1 AP — Macapá

 

Operação 'Arauto' cumpre, na manhã desta quinta-feira (27), 7 mandados de prisão e 14 de busca e apreensão em cinco estados. Ex-secretário de Planejamento do AP foi preso na ação.

 

Polícia Federal (PF), a Controladoria-Geral da União (CGU) e o Ministério Público Federal (MPF) deflagraram, na manhã desta quinta-feira (27), a operação "Arauto", para cumprir 7 mandados de prisão temporária e 14 de busca e apreensão. A ação foi realizada para desarticular um grupo que teria fraudado licitação para contratar empresa de consultoria para o Governo do Estado do Amapá(GEA). Segundo a PF também houve sequestro de bens e valores.

 

A superintendência da CGU no Amapá confirmou que o ex-titular da Secretaria de Estado do Planejamento (Seplan), Juliano Del Castilho, foi o único preso no estado. O G1 tenta contato com a defesa.

 

Os policiais estiveram no escritório de uma empresa de engenharia que funciona em um prédio comercial localizado perto do Fórum de Macapá, no Centro; e também em uma casa que seria de um dos investigados, localizada na Av. José Tupinambá, também no Centro da cidade.

 

Além de Macapá, também receberam as ações da PF as cidades de Belém (PA), Porto Velho (RO), São Paulo (SP) e Curitiba (PR).

 

De acordo com as investigações, duas empresas de consultoria participavam da licitação, visando dar aparência de concorrência. As duas teriam um acordo. No ato da abertura das propostas da licitação, a PF informou que foi verificado que o representante de uma das empresas concorrentes era um mototaxista, que teria recebido R$ 50 para entregar a proposta, sem participar do certame.

 

O valor aproximado da licitação objeto da investigação era de R$ 20 milhões, com aporte de recursos do Programa de Apoio ao Investimento dos Estados e Distrito Federal (Proinveste) e do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

 

A PF informou ainda que houve atuação de um lobista junto ao BNDES, cuja função principal era obter recursos para o Estado do Amapá. A identidade dele não foi divulgada. Também não foi informado quando os crimes ocorreram.

 

A partir das investigações, foi identificado que ele atuava em acordo com empresários e agentes públicos na contratação fraudulenta de empresa de consultoria com a finalidade de desviar parte dos recursos. Pelo menos R$ 2 milhões teriam sido desviados pela quadrilha. A investigação também apontou o pagamento de vantagens indevidas ao fiscal do contrato.

 

Os investigados devem responder pelos crimes de associação criminosa, fraude em licitação, corrupção passiva e peculato. Se condenados, as penas somadas podem chegar a 31 anos de reclusão.

 

O nome da operação, Arauto, foi escolhido porque o termo, que significa “mensageiro, porta-voz”, faz alusão ao lobista que atuava como mensageiro entre funcionários do BNDES, empresários e agentes públicos.

Análise da página "pfdefalgroperac"   

Avaliação: 0 de 10 | Comentários: 15 | Número de avaliações: 29
 
 
 

 
Contato
 
  (48) 99184-1375
  (48) 3364-8666
  (48) 3028-9667
Av. Pref. Osmar Cunha, 416, Sala 11.05, Centro, Florianópolis/SC, CEP 88015-100
Encontre-nos
 
ACidade ONMilene Moreto O Executivo estima que até o final do ano a licitação seja encerrada A Prefeitura de Campinas autorizou na sexta-feira (21) a abertura do processo de licitação da Parceria Público Privada do Lixo. Agora, a Secretaria de Administração deve preparar a concorrência e disponibilizá-la para as empresas interessadas em assumir a gestão de resíduos sólidos na cidade. O Executivo estima que até o final do ano a licitação seja encerrada. O processo ficará 45 dias disponível para consultas. Esse é o prazo para o recebimento das propostas. A abertura dos envelopes só é autorizada após esse período. A PPP do Lixo é um dos maiores contratos da Administração, orçado em R$ 800 milhões. Passou por consulta pública e, segundo o secretário de Serviços Públicos, Ernesto Paulella, as mudanças sugeridas pela população não afetaram o projeto base. "Nós tivemos muitas sugestões e várias foram incorporadas ao nosso projeto, como a maximização da reciclagem. Nenhuma delas, no entanto, alterou a ideia do governo que é a de criar usinas, fazer uma gestão inteligente do lixo e com redução do impacto no meio ambiente", disse.  Sobre o edital, Paulella afirmou que que o processo está em fase avançada e acredita que, no máximo em um mês, já esteja disponível. "Durante toda a discussão da PPP o edital já estava em preparação. Precisamos agora apenas dos ajustes finais. Se tudo correr bem, nossa estimativa é de encerrar a licitação até o final do ano", disse o secretário. TRÊS USINAS A nova gestão do lixo planejada pela Prefeitura inclui a construção de três usinas: compostagem de lixo orgânico, reciclagem e transformação de rejeitos (carvão), que leva o nome de CDR. A receita da venda do material reciclado, composto e carvão é dividida com a Prefeitura. Cada um - empresa e Prefeitura - fica com 50%. O carvão, por exemplo, é utilizado em metalúrgicas e usinas de cimento, um mercado que está em crescimento em todo o mundo.  Todo o lixo passará por tratamento. Aquele que não puder ser aproveitado em nenhuma das usinas será descartado pela empresa. Mas a quantidade é pequena. Segundo Paulella, menos de 5%. Também é responsabilidade da concessionária que vencer a licitação realizar esse descarte em local adequado. O prazo para a vencedora da concessão construir as usinas é de cinco anos. Os serviços de varrição, cata-treco, coleta seletiva e ecopontos são assumidos imediatamente, mas a empresa só recebe pelo serviços prestados. Quanto mais ela demorar para construir as usinas, menos conseguirá gerar de receita.
 
Home   •   Topo   •   Sitemap
© Todos os direitos reservados.
 
Principal   Equipe   Missão e Valores   Imprensa