12/07/2020 - DF gastou R$ 6,4 milhões na compra de 112 motos que nunca foram usadas
Notícia de licitação
 

Metrópolis
Carlos Carone

 

O processo ainda conta com contrato de manutenção de R$ 650 mil, mas a demora na liberação fez com que a frota perdesse a primeira revisão

 

A Polícia Militar do Distrito Federal pagou R$ 6,4 milhões para adquirir frota composta por 112 motocicletas com o objetivo de empregá-las no patrulhamento motorizado das ruas do DF. No entanto, as motos, empoeiradas, se deterioram e ficam sujeitas à ação do tempo em uma garagem do Batalhão de Rondas Ostensivas Táticas Metropolitanas (Rotam), sem nunca terem rodado.

 

Os equipamentos foram comprados por meio de licitação, em outubro do ano passado, e entregues, efetivamente, em dezembro. De lá para cá, nunca deixaram a garagem.

 

O Metrópoles apurou que 50 unidades do modelo Tiger 800 deveriam ter como destino o Batalhão de Motopatrulhamento Tático (BMT) e as outras 62 motos seguiriam para o Comando de Policiamento de Trânsito (CPTran).

 

O processo de aquisição ainda conta com contrato de manutenção no valor de R$ 650 mil, mas a demora na liberação das motocicletas fez com que a frota perdesse a primeira revisão na autorizada.

 

Policiais ouvidos pela reportagem afirmaram que as motos poderiam ser usadas no policiamento de trânsito urbano e rodoviário. “Atualmente, o motopatrulhamento tático é realizado diariamente com, no máximo, uma equipe formada por quatro motocicletas.

 

“Caso as novas motos estivessem em operação, desde dezembro passado, quando foram entregues, essa modalidade de policiamento poderia contar com, no mínimo, 15 motocicletas por dia nas ruas do DF”, disse um dos militares, que pediu para não se identificar, temendo represálias.

 

Motos velhas

 

Policiais relatam que, hoje, o motopatrulhamento é desempenhado por meio de motocicletas velhas, com uma série de deficiências nos quesitos de segurança e com mais de 10 anos de uso.

 

“Essas motos colocam a vida do policial militar em risco, pois a maioria está com pneus carecas, a parte elétrica comprometida (luzes e sirenes), bancos rasgados, carenagens presas com lacres plásticos e sem contrato de manutenção há tempos”, frisa um dos PMs.

 

Imagens registradas por militares mostram o estado das motocicletas usadas atualmente. Além dos problemas listados, até placas de identificação são sustentadas por lacres plásticos improvisados.

 

“Isso provoca a desmotivação dos policiais, porque muitos deles já foram capacitados para se tornarem multiplicadores nos cursos de pilotagem das novas motos que estão se deteriorando”, disse uma das fontes ouvidas pelo Metrópoles.

 

Outro lado

 

Justamente no dia em que a reportagem acionou a Polícia Militar do DF para questionar o motivo de as motos estarem sem uso, guardadas em depósitos, a corporação informou que o novo contrato foi celebrado na mesma data do contato do Metrópoles e, com isso, as motocicletas poderão ser, finalmente, usadas no patrulhamento ostensivo das cidades do Distrito Federal.

 

Segundo o Comando-Geral da PMDF, as motos em questão foram compradas e, após o recebimento, a Polícia Militar iniciaria o contrato de manutenção.

 

“Tal contrato fica restrito a apenas uma empresa no DF, fato este que, aliado às restrições da pandemia, geraram demora em sua conclusão. O contrato foi assinado na data de hoje (10/7) e já está em vigor. Por esse motivo, as motos já estão disponíveis para o patrulhamento”, ressaltou o Comando-Geral em nota encaminhada à reportagem.

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