15/02/2019 - Polícia prende empresário por licitação forjada em administrações regionais do DF
Notícia de licitação
 

TV Globo e G1 DF
Mara Puljiz e Gabriel Luiz

 

Outro empresário fugiu. Grupo investigado recebeu mais de R$ 55 milhões dos cofres públicos, diz polícia.

 

A Polícia Civil faz uma operação nesta sexta-feira (15) para combater fraude em licitações em administrações regionais do Distrito Federal. Foram autorizados dois mandados de prisão e oito de busca e apreensão, nas sedes de duas empresas e nas residências dos sócios. Um dos alvos, no entanto, está foragido. O nome deles não foi divulgado.

 

As investigações começaram em 2014, a partir de uma denúncia anônima. Elas apontam que os empresários usavam um grupo de empresas registradas em nome dos laranjas (em geral, funcionários ou parentes deles) para fraudar as licitações.

 

Esta é a segunda fase da operação Monopólio, que ocorreu em julho de 2018. Na ocasião, foram cumpridos 18 mandados de prisão, com prazo de cinco dias.

 

De acordo com a polícia, o esquema ocorria em licitações do tipo “convite”, em que pelo menos três empresas são convidadas para disputar a realização de uma obra com valor menor que R$ 150 mil. Com isso, não é necessário “divulgar” a licitação.

 

“Ficou demonstrado que empresas eram registradas em nome de laranjas apenas para participarem da concorrência e dar ar de legalidade ao certame, porém todas empresas eram na verdade vinculadas a associação criminosa”, informou a polícia.

 

Durante o pente-fino, foram analisadas 259 licitações vencidas pelas empresas investigadas, desde 2011. Em 128 delas, ou seja, quase metade, duas ou mais empresas do grupo concorreram entre si.

 

"De 2011 a 2018, o grupo investigado recebeu dos cofres do Distrito Federal mais de R$ 55 milhões de reais."

 

O grupo é investigado por organização criminosa e lavagem de dinheiro. Na primeira fase, três servidores públicos eram suspeitos de integrar o esquema. Até a publicação desta reportagem, os investigadores não tinham detalhado se havia mais servidores envolvidos e quais eram as administrações onde ocorreram as fraudes.

 

A operação é da Divisão de Repressão à Corrupção e aos Crimes contra a Administração Pública, da Polícia Civil.

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