05/02/2019 - Somente um dos 32 lotes da licitação de ônibus de São Paulo tem mais de um concorrente
Notícia de licitação
 

TV Globo
Giba Bergamim

 

Licitação é a maior do tipo no país; valor dos contratos, somados, é de R$ 71,14 bilhões.

 

A Prefeitura de São Paulo recebeu na manhã desta terça-feira (5) as propostas das empresas de ônibus para a concessão das linhas da cidade para os próximos 20 anos. Maior licitação de transportes do país, o valor dos contratos somados é de R$ 71,14 bilhões.

 

Ao todo, são 32 lotes, mas somente em um deles há concorrência: o lote D7, que abrange linhas dentro de bairros, é disputado pelos consórcios Transunião e Imperial. Nos demais, há apenas uma empresa ou consórcio de empresas, sem disputa. A maior parte já atua no sistema (veja os nomes de todas as empresas abaixo).

 

Os envelopes com os nomes das empresas ou consórcios interessados foram abertos no Instituto de Engenharia de São Paulo, na Vila Mariana, Zona Sul da capital.

 

Os envelopes com as propostas comerciais ficam fechados até análise da documentação dos interessados. A expectativa é que em cerca de 90 dias se saiba quem são os vencedores.

 

Com mais de 14 mil veículos, São Paulo tem a maior frota de ônibus do país, segundo dados da Associação Nacional de Transportes Públicos. A segunda maior é a do Rio, que, segundo a prefeitura, tem cerca de 8,7 mil coletivos.

 

Sistemas

 

Atualmente, a rede pública de ônibus é composta de subsistema estrutural e subsistema local (operado pelas empresas que surgiram das cooperativas).

 

Com a nova concessão, a frota deve ser reduzida e os ônibus passarão a funcionar em três subsistemas, divididos em áreas em que as linhas funcionarão (Centro para os bairros, entre bairros mais afastados e de circulação dentro dos bairros):

 

Grupo Estrutural

 

Dividido em nove lotes, reúne ônibus de médio e grande porte, articulados, e que fazem o transporte de passageiros do Centro para os bairros. Valor total do contrato é de R$ 28,12 bilhões (R$ 28.127.313.865).

 

Apresentaram propostas pelos seguintes lotes:

 

Consórcio Bandeirante - E1

 

Sambaíba - E2

 

Viação Metrópole Paulista - E3, E7

 

Via Sudeste- E4

 

Mobi Brasil- E5

 

Viação Grajaú- E6

 

Transvida - E8

 

Gatusa - E9

 

Grupo Local de Articulação Regional

 

Os seus 10 lotes incluem linhas regionais e entre bairros mais afastados, com trajetos feitos por ônibus de menor porte. Contratos estão orçados em R$ 20,79 bilhões (R$ 20.794.948.745).

 

Apresentaram propostas pelos seguintes lotes:

 

Consórcio Bandeirante- AR1

 

Sambaíba - AR2

 

Metrópole Paulista- AR3

 

Express - AR4

 

Via Sudeste- AR5

 

Mobi Brasil - AR6

 

Consórcio KBPX - AR7

 

Gato Preto - AR8

 

Transvida - AR9, AR0

 

Grupo local de distribuição

 

Os 13 lotes incluem somente linhas locais, de circulação dentro dos bairros. Contratos avaliados em R$ 22,21 bilhões (R$ 22.218.767.032).

 

Apresentaram propostas pelos seguintes lotes:

 

Transnoroeste - D1 e D2

 

Transunião - D3

 

Upbus - D4

 

Pêssego - D5

 

Alibus - D6

 

Transunião, Imperial - D7

 

Move Bus - D8

 

A2 - D9

 

Transwolf - D10 e D11

 

Transcap - D12

 

Alpha Rodo Bus - D13

 

A Taxa Interna de Retorno (TIR), que se refere ao retorno dos investimentos realizados pelas empresas, será limitada a 9,85%. Qualquer valor acima deste percentual volta automaticamente para os cofres públicos.

 

Se o retorno for abaixo dos 9,85%, haverá avaliação anual dos contratos. A avaliação será considerada na revisão dos contratos para equilíbrio econômico das empresas.

 

Exigências

 

Para o início da operação, a concessionária vencedora deverá dispor de:

 

Garagem própria para abrigo, abastecimento e manutenção da frota operacional;

 

Mínimo de 25% da frota com ar-condicionado, acessibilidade e vidro colado (que permite melhor isolamento térmico e acústico). Veículos antigos que precisem ser substituídos por causa da idade de circulação ou qualquer outro motivo deve ser trocado por um que tenha ar-condicionado;

 

Veículos com menos de 10 anos (já para a frota de tração elétrica, como os trólebus, a frota deve ter a vida útil de no máximo 15 anos);

 

Frota de acordo com a nova Lei de Mudanças Climáticas (número16.802, de 17 de janeiro de 2018), que estipula um cronograma para a redução de emissões de poluentes. Os ônibus deverão ser híbridos (dois motores em um só veículo), DualBus (duas tecnologias de tração elétrica), a gás natural e biometano (gás obtido na decomposição de resíduos), etanol ou outra forma menos poluente que o diesel.

 

Entenda o histórico da licitação

 

A licitação do transporte público para a concessão por 20 anos das linhas de ônibus da cidade se arrasta desde 2013, quando os contratos anteriores, assinados na gestão Marta Suplicy (2001-2005), venceram. Desde então, eles vêm sendo renovados em contratos emergenciais.

 

O Tribunal de Contas do Município (TCM) adiou sucessivamente a nova licitação por causa de irregularidades técnicas.

 

Em junho do ano passado, o TCM apontou 51 irregularidades, 20 improbidades e 19 correções. O órgão que fiscaliza o Executivo Municipal liberou a licitação em 24 de outubro.

 

Os editais foram reajustados e relançados pela Prefeitura em dezembro de 2018. O valor dos contratos foi corrigido, passando de R$ 68,1 bilhões para R$ 71,14 bilhões.

 

Em 22 de janeiro, a Justiça suspendeu a licitação após pedido de uma das empresas de ônibus participantes do processo.

 

Na ação, a empresa alegou que o modelo de licitação estava descumprindo inúmeras determinações do (TCM) e criando dificuldades aos concorrentes. Segundo a Justiça, outras três empresas moveram ações questionando o processo licitatório.

 

A liminar foi derrubada na semana passada, e o chamamento para as empresas interessadas foi publicado no Diário Oficial do Município de sábado (2).

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ACidade ONMilene Moreto O Executivo estima que até o final do ano a licitação seja encerrada A Prefeitura de Campinas autorizou na sexta-feira (21) a abertura do processo de licitação da Parceria Público Privada do Lixo. Agora, a Secretaria de Administração deve preparar a concorrência e disponibilizá-la para as empresas interessadas em assumir a gestão de resíduos sólidos na cidade. O Executivo estima que até o final do ano a licitação seja encerrada. O processo ficará 45 dias disponível para consultas. Esse é o prazo para o recebimento das propostas. A abertura dos envelopes só é autorizada após esse período. A PPP do Lixo é um dos maiores contratos da Administração, orçado em R$ 800 milhões. Passou por consulta pública e, segundo o secretário de Serviços Públicos, Ernesto Paulella, as mudanças sugeridas pela população não afetaram o projeto base. "Nós tivemos muitas sugestões e várias foram incorporadas ao nosso projeto, como a maximização da reciclagem. Nenhuma delas, no entanto, alterou a ideia do governo que é a de criar usinas, fazer uma gestão inteligente do lixo e com redução do impacto no meio ambiente", disse.  Sobre o edital, Paulella afirmou que que o processo está em fase avançada e acredita que, no máximo em um mês, já esteja disponível. "Durante toda a discussão da PPP o edital já estava em preparação. Precisamos agora apenas dos ajustes finais. Se tudo correr bem, nossa estimativa é de encerrar a licitação até o final do ano", disse o secretário. TRÊS USINAS A nova gestão do lixo planejada pela Prefeitura inclui a construção de três usinas: compostagem de lixo orgânico, reciclagem e transformação de rejeitos (carvão), que leva o nome de CDR. A receita da venda do material reciclado, composto e carvão é dividida com a Prefeitura. Cada um - empresa e Prefeitura - fica com 50%. O carvão, por exemplo, é utilizado em metalúrgicas e usinas de cimento, um mercado que está em crescimento em todo o mundo.  Todo o lixo passará por tratamento. Aquele que não puder ser aproveitado em nenhuma das usinas será descartado pela empresa. Mas a quantidade é pequena. Segundo Paulella, menos de 5%. Também é responsabilidade da concessionária que vencer a licitação realizar esse descarte em local adequado. O prazo para a vencedora da concessão construir as usinas é de cinco anos. Os serviços de varrição, cata-treco, coleta seletiva e ecopontos são assumidos imediatamente, mas a empresa só recebe pelo serviços prestados. Quanto mais ela demorar para construir as usinas, menos conseguirá gerar de receita.
 
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