10/03/2021 - Médicos de SP dizem que tiveram assinatura falsificada em licitação para o Samu do RJ
Notícia de licitação.
    

G1
Guilherme Boisson

 

Profissionais afirmam que a empresa vencedora da concorrência para operar o serviço de resgate falsificou as assinaturas deles.

 

Médicos que moram em São Paulo denunciaram, como mostrou o RJ2 nesta terça-feira (9), ter havido fraude na licitação do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) no Rio de Janeiro. Eles dizem que tiveram as assinaturas falsificadas pela empresa que venceu a concorrência pública.

 

O caso envolve a clínica médica Dr. Marco Selicani, que será contratada por R$ 30,6 milhões pelo período de um ano para prestar serviços médicos para o Samu do RJ. A empresa venceu uma licitação da Fundação Saúde do estado, que já reservou mais de R$ 2 milhões para fazer pagamentos.

 

Mas, para prestar o serviço, a clínica apresentou a contratação de vários médicos do Estado de São Paulo. Entretanto, alguns deles nunca sequer ouviram falar da clínica Marco Selicani, e acusam a empresa de ter falsificado os contratos e as assinaturas deles.

 

O médico Guilherme Luis Zanco é um dos que aparecem como contratados.

 

"Nunca me falaram de nenhum contrato, de nenhum emprego, muito menos no Rio de Janeiro, como a reportagem mesmo disse, eu moro a mais de 500 quilômetros", afirmou Zanco.

 

"Eu tive acesso, junto com meu advogado, a esse contrato. Eu vi a assinatura e é completamente diferente da minha assinatura. Nós já colocamos à disposição pra mostrar que a minha assinatura, tanto nos meus documentos, como em vários outros contratos que tenho, na vida pessoal e profissional, é completamente diferente daquela assinatura. Completamente falsa", enfatizou.

 

O profissional registrou a ocorrência na Polícia Civil e acrescentou que colegas dele de São Paulo também desconhecem a empresa, mas aparecem como contratados para prestar serviço no Rio.

 

"Nunca tive, não tenho, nunca vou ter relação com empresa. E nenhuma de licitação no Rio de Janeiro. Não tenho nada com esse contrato e eu quero provar que isso foi não só contra mim, mas que já tive contato com vários outros colegas da região, que estão sofrendo também pelo mesmo motivo", explicou.

 

Outra médica também acusa a clínica de ter usado seu nome indevidamente. É a doutora Tatiana Denck Gonçalves.

 

"E fui uma das vitimas, né? Pelo que eu estou vendo, deve ter várias outras", lamentou.

 

"Eu não tenho a menor ideia, eu desconheço completamente essa empresa. Eu nunca tive vínculo nenhum com eles, nem conheço pessoas próximas a eles. Não assinei nenhum contrato de trabalho nos últimos anos, especificamente nos últimos meses. De fato, eu nego todas essas afirmações", ressaltou Denck.

 

Também no caso dela, a assinatura que aparece no contrato com a clínica é muito diferente da assinatura usada pela médica.

 

O RJ2 também conversou por telefone com o médico Roger Lima, que também desconhece a empresa e nega ter assinado qualquer contrato.

 

Estado empenha recursos, apesar de suspeitas

 

A clínica médica Dr. Marco Selicani tem entre os sócios o próprio médico Marco Selicani. Ele foi condenado pela Justiça do Paraná por furto qualificado em 2018. E em 2020 por improbidade administrativa.

 

Na sexta-feira passada, o RJ2 mostrou que a empresa apresentou informações falsas em um atestado de capacidade técnica enviado à Fundação Saúde do RJ.

 

O documento, que faz parte das exigências da licitação, diz que a empresa é credenciada no Samu da região da Baixa Mogiana, em São Paulo, onde teria feito "milhares de plantões médicos".

 

Entretanto, a equipe de reportagem procurou o consórcio Oito de Abril, gestor do Samu na região, que informou que "no período de 2014 a 2021, não há nenhum histórico de prestação de serviço da clínica".

 

Apesar das denúncias, na sexta-feira o estado empenhou, ou seja, reservou para que sejam pagos, mais de R$ 2,5 milhões em nome da empresa.

 

A Fundação Saúde do estado homologou o resultado da licitação para a contratação de serviços médicos para o Samu.

Análise da página "10-3-21-medicosdesp"   

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ACidade ONMilene Moreto O Executivo estima que até o final do ano a licitação seja encerrada A Prefeitura de Campinas autorizou na sexta-feira (21) a abertura do processo de licitação da Parceria Público Privada do Lixo. Agora, a Secretaria de Administração deve preparar a concorrência e disponibilizá-la para as empresas interessadas em assumir a gestão de resíduos sólidos na cidade. O Executivo estima que até o final do ano a licitação seja encerrada. O processo ficará 45 dias disponível para consultas. Esse é o prazo para o recebimento das propostas. A abertura dos envelopes só é autorizada após esse período. A PPP do Lixo é um dos maiores contratos da Administração, orçado em R$ 800 milhões. Passou por consulta pública e, segundo o secretário de Serviços Públicos, Ernesto Paulella, as mudanças sugeridas pela população não afetaram o projeto base. "Nós tivemos muitas sugestões e várias foram incorporadas ao nosso projeto, como a maximização da reciclagem. Nenhuma delas, no entanto, alterou a ideia do governo que é a de criar usinas, fazer uma gestão inteligente do lixo e com redução do impacto no meio ambiente", disse.  Sobre o edital, Paulella afirmou que que o processo está em fase avançada e acredita que, no máximo em um mês, já esteja disponível. "Durante toda a discussão da PPP o edital já estava em preparação. Precisamos agora apenas dos ajustes finais. Se tudo correr bem, nossa estimativa é de encerrar a licitação até o final do ano", disse o secretário. TRÊS USINAS A nova gestão do lixo planejada pela Prefeitura inclui a construção de três usinas: compostagem de lixo orgânico, reciclagem e transformação de rejeitos (carvão), que leva o nome de CDR. A receita da venda do material reciclado, composto e carvão é dividida com a Prefeitura. Cada um - empresa e Prefeitura - fica com 50%. O carvão, por exemplo, é utilizado em metalúrgicas e usinas de cimento, um mercado que está em crescimento em todo o mundo.  Todo o lixo passará por tratamento. Aquele que não puder ser aproveitado em nenhuma das usinas será descartado pela empresa. Mas a quantidade é pequena. Segundo Paulella, menos de 5%. Também é responsabilidade da concessionária que vencer a licitação realizar esse descarte em local adequado. O prazo para a vencedora da concessão construir as usinas é de cinco anos. Os serviços de varrição, cata-treco, coleta seletiva e ecopontos são assumidos imediatamente, mas a empresa só recebe pelo serviços prestados. Quanto mais ela demorar para construir as usinas, menos conseguirá gerar de receita.
 
 
 
 
 
 
 
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