20/12/2020 - Seis dos nove vereadores de Nova Lima (MG) são alvos de operação
Notícia de licitação
 

R7

 

Políticos são investigados por superfaturamento em contratos de aluguel de veículos e desvios em salários de funcionários dos gabinetes

 

Pelo menos seis vereadores de Nova Lima, na região metropolitana de Belo Horizonte, são investigados por suspeita de fraude em aluguel de automóveis e de "rachadinha", delito que ocorre quando um parlamentar confisca parte do salário dos funcionários do gabinete.

 

Na última sexta-feira (18), a Polícia Civil cumpriu 15 mandados de busca e apreensão em endereços ligados aos políticos, que não tiveram seus nomes revelados. Segundo os investigadores, um deles foi reeleito nas eleições deste ano.

 

Os mandados de busca e apreensão foram cumpridos na Câmara Municipal de Nova Lima e em casas e endereços comerciais ligados aos seis vereadores. Foram apreendidos R$ 70 mil em dinheiro, além de celulares, computadores e documentos.

 

As investigações indicam que os veículos eram alugados por valores superiores ao de mercado, indicando um possível superfaturamento. De acordo com o delegado Gabriel Ciriaco, alguns dos contratos estavam vigentes há ao menos cinco anos.

 

— São valores que variam entre R$ 4.500 a R$ 4.900. Os seis vereadores realizaram contratos nesta faixa de preço, o que nos chamou a atenção.

 

Em alguns casos, os contratos eram assinados diretamente entre vereadores e pessoas físicas. Em outros, o aluguel era combinado entre os políticos e locadores, mas sem licitação. O delegado ainda cita o caso de uma empresa que teria sido aberta a pedido dos parlamentares.

 

— Foi aberta uma empresa no nome de um parente de um dos suspeitos, possivelmente um laranja. Todos os contratos variavam nos mesmos valores.

 

O esquema já teria gerado um prejuízo de até R$ 3 milhões, segundo a polícia. Os suspeitos podem responder pelos crimes de peculato, dispensa de licitação e associação criminosa.

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ACidade ONMilene Moreto O Executivo estima que até o final do ano a licitação seja encerrada A Prefeitura de Campinas autorizou na sexta-feira (21) a abertura do processo de licitação da Parceria Público Privada do Lixo. Agora, a Secretaria de Administração deve preparar a concorrência e disponibilizá-la para as empresas interessadas em assumir a gestão de resíduos sólidos na cidade. O Executivo estima que até o final do ano a licitação seja encerrada. O processo ficará 45 dias disponível para consultas. Esse é o prazo para o recebimento das propostas. A abertura dos envelopes só é autorizada após esse período. A PPP do Lixo é um dos maiores contratos da Administração, orçado em R$ 800 milhões. Passou por consulta pública e, segundo o secretário de Serviços Públicos, Ernesto Paulella, as mudanças sugeridas pela população não afetaram o projeto base. "Nós tivemos muitas sugestões e várias foram incorporadas ao nosso projeto, como a maximização da reciclagem. Nenhuma delas, no entanto, alterou a ideia do governo que é a de criar usinas, fazer uma gestão inteligente do lixo e com redução do impacto no meio ambiente", disse.  Sobre o edital, Paulella afirmou que que o processo está em fase avançada e acredita que, no máximo em um mês, já esteja disponível. "Durante toda a discussão da PPP o edital já estava em preparação. Precisamos agora apenas dos ajustes finais. Se tudo correr bem, nossa estimativa é de encerrar a licitação até o final do ano", disse o secretário. TRÊS USINAS A nova gestão do lixo planejada pela Prefeitura inclui a construção de três usinas: compostagem de lixo orgânico, reciclagem e transformação de rejeitos (carvão), que leva o nome de CDR. A receita da venda do material reciclado, composto e carvão é dividida com a Prefeitura. Cada um - empresa e Prefeitura - fica com 50%. O carvão, por exemplo, é utilizado em metalúrgicas e usinas de cimento, um mercado que está em crescimento em todo o mundo.  Todo o lixo passará por tratamento. Aquele que não puder ser aproveitado em nenhuma das usinas será descartado pela empresa. Mas a quantidade é pequena. Segundo Paulella, menos de 5%. Também é responsabilidade da concessionária que vencer a licitação realizar esse descarte em local adequado. O prazo para a vencedora da concessão construir as usinas é de cinco anos. Os serviços de varrição, cata-treco, coleta seletiva e ecopontos são assumidos imediatamente, mas a empresa só recebe pelo serviços prestados. Quanto mais ela demorar para construir as usinas, menos conseguirá gerar de receita.
 
 
 
 
 
 
 
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