07/10/2019 - Gaeco faz operação contra fraudes à licitação e concurso público
Notícia de licitação
 

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Ao todo são cumpridos, cinco mandados de prisão temporária e 13 de busca e apreensão nas regiões de Campinas, Bauru e São José do Rio Preto

 

A segunda-feira (7) começou com uma operação contra fraudes e corrupção em cidades da região de Campinas. A ação é comandada pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), do Ministério Público, com apoio do Baep (Batalhão de Operações Especiais da Polícia Militar). A operação é chamada de Apaniguados.

 

Logo cedo as equipes saíram da sede do Ministério Público em Campinas em direção aos focos da ação. A operação é contra crimes de fraude à licitação e a concurso público e também contra a falsidade ideológica e corrupção.

 

Ao todo são cumpridos, cinco mandados de prisão temporária e 13 de busca e apreensão nas regiões das cidades de Campinas, Bauru e São José do Rio Preto. Onze dos 13 mandados de busca são aqui na região: Campinas, Jaguariúna, Holambra, Cosmópolis, Santos Antonio de Posse e Nova Odessa.

 

Em Campinas, as buscas são feitas nos bairros Jardim Botânico e Cambuí. Há ainda buscas na Secretaria de Serviços Públicos de Jaguariúna, na sede do Consórcio Intermunicipal na Área de Saneamento Ambiental de Cosmópolis e na Secretaria de Serviços Públicos de Santo Antônio de Posse. 

 

INVESTIGAÇÃO

 

Durante mais de quatro meses de investigação, o Gaeco descobriu que o grupo, alvo da ação, é suspeito de fraudar concursos públicos, principalmente de concursos públicos.

 

As investigações revelaram ainda a participação direta de agentes públicos no esquema. Os agentes seriam os responsáveis pela indicação dos candidatos que foram favorecidos nos concursos fraudados. Tudo isso com pagamento de propina.

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ACidade ONMilene Moreto O Executivo estima que até o final do ano a licitação seja encerrada A Prefeitura de Campinas autorizou na sexta-feira (21) a abertura do processo de licitação da Parceria Público Privada do Lixo. Agora, a Secretaria de Administração deve preparar a concorrência e disponibilizá-la para as empresas interessadas em assumir a gestão de resíduos sólidos na cidade. O Executivo estima que até o final do ano a licitação seja encerrada. O processo ficará 45 dias disponível para consultas. Esse é o prazo para o recebimento das propostas. A abertura dos envelopes só é autorizada após esse período. A PPP do Lixo é um dos maiores contratos da Administração, orçado em R$ 800 milhões. Passou por consulta pública e, segundo o secretário de Serviços Públicos, Ernesto Paulella, as mudanças sugeridas pela população não afetaram o projeto base. "Nós tivemos muitas sugestões e várias foram incorporadas ao nosso projeto, como a maximização da reciclagem. Nenhuma delas, no entanto, alterou a ideia do governo que é a de criar usinas, fazer uma gestão inteligente do lixo e com redução do impacto no meio ambiente", disse.  Sobre o edital, Paulella afirmou que que o processo está em fase avançada e acredita que, no máximo em um mês, já esteja disponível. "Durante toda a discussão da PPP o edital já estava em preparação. Precisamos agora apenas dos ajustes finais. Se tudo correr bem, nossa estimativa é de encerrar a licitação até o final do ano", disse o secretário. TRÊS USINAS A nova gestão do lixo planejada pela Prefeitura inclui a construção de três usinas: compostagem de lixo orgânico, reciclagem e transformação de rejeitos (carvão), que leva o nome de CDR. A receita da venda do material reciclado, composto e carvão é dividida com a Prefeitura. Cada um - empresa e Prefeitura - fica com 50%. O carvão, por exemplo, é utilizado em metalúrgicas e usinas de cimento, um mercado que está em crescimento em todo o mundo.  Todo o lixo passará por tratamento. Aquele que não puder ser aproveitado em nenhuma das usinas será descartado pela empresa. Mas a quantidade é pequena. Segundo Paulella, menos de 5%. Também é responsabilidade da concessionária que vencer a licitação realizar esse descarte em local adequado. O prazo para a vencedora da concessão construir as usinas é de cinco anos. Os serviços de varrição, cata-treco, coleta seletiva e ecopontos são assumidos imediatamente, mas a empresa só recebe pelo serviços prestados. Quanto mais ela demorar para construir as usinas, menos conseguirá gerar de receita.
 
 
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