01/07/2019 - Lava Jato prende procurador suspeito de receber propina para alterar obras do metrô do Rio
Notícia de licitação
 

Jornal de Brasília
Willian Matos

 

Procurador Renan Saad teria recebido para mudar traçado da Linha 4 do Metrô. Obra ficou 11 vezes mais cara

 

A força-tarefa da Lava Jato no Rio de Janeiro prendeu, na manhã desta segunda-feira (1), o procurador do estado, Renan Saad. Ele é suspeito de receber R$ 1,265 milhão em pagamentos da Odebrecht para alterar contrato referente ao traçado da Linha 4 do metrô do estado. Não havia necessidade de uma nova licitação, segundo investigações.

 

As alterações de Saad deixaram a obra 11 vezes mais cara. O projeto, orçado em 1998 em R$ 880 milhões, custou R$ 9,6 bilhões aos cofres públicos. De acordo com a força-tarefa da Lava Jato, somente da Odebrecht, o governo do RJ recebeu R$ 59,2 milhões em propinas relativas à expansão do metrô.

 

Entregue para as Olimpíadas Rio-2016, a Linha 4 do Metrô liga a Zona Sul à Barra. A licitação original, de 1998, previa um traçado por Botafogo, Humaitá e Gávea, até São Conrado e Barra. Após as mudanças de Saad, o estado passou a custear as obras sob os bairros de Ipanema e Leblon, o que obrigaria nova licitação e metodologia.

 

Os repasses a Saad ocorreram entre 2010 e 2014. Um desses pagamentos, de R$ 100 mil, foi entregue no escritório de advocacia do procurador. O Setor de Operações Estruturadas da Odebrecht, sistema usado pela empreiteira para repassar propinas a políticos, mediou o repasse. Saad foi preso em casa, em São Conrado, na Zona Sul do Rio de Janeiro.

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ACidade ONMilene Moreto O Executivo estima que até o final do ano a licitação seja encerrada A Prefeitura de Campinas autorizou na sexta-feira (21) a abertura do processo de licitação da Parceria Público Privada do Lixo. Agora, a Secretaria de Administração deve preparar a concorrência e disponibilizá-la para as empresas interessadas em assumir a gestão de resíduos sólidos na cidade. O Executivo estima que até o final do ano a licitação seja encerrada. O processo ficará 45 dias disponível para consultas. Esse é o prazo para o recebimento das propostas. A abertura dos envelopes só é autorizada após esse período. A PPP do Lixo é um dos maiores contratos da Administração, orçado em R$ 800 milhões. Passou por consulta pública e, segundo o secretário de Serviços Públicos, Ernesto Paulella, as mudanças sugeridas pela população não afetaram o projeto base. "Nós tivemos muitas sugestões e várias foram incorporadas ao nosso projeto, como a maximização da reciclagem. Nenhuma delas, no entanto, alterou a ideia do governo que é a de criar usinas, fazer uma gestão inteligente do lixo e com redução do impacto no meio ambiente", disse.  Sobre o edital, Paulella afirmou que que o processo está em fase avançada e acredita que, no máximo em um mês, já esteja disponível. "Durante toda a discussão da PPP o edital já estava em preparação. Precisamos agora apenas dos ajustes finais. Se tudo correr bem, nossa estimativa é de encerrar a licitação até o final do ano", disse o secretário. TRÊS USINAS A nova gestão do lixo planejada pela Prefeitura inclui a construção de três usinas: compostagem de lixo orgânico, reciclagem e transformação de rejeitos (carvão), que leva o nome de CDR. A receita da venda do material reciclado, composto e carvão é dividida com a Prefeitura. Cada um - empresa e Prefeitura - fica com 50%. O carvão, por exemplo, é utilizado em metalúrgicas e usinas de cimento, um mercado que está em crescimento em todo o mundo.  Todo o lixo passará por tratamento. Aquele que não puder ser aproveitado em nenhuma das usinas será descartado pela empresa. Mas a quantidade é pequena. Segundo Paulella, menos de 5%. Também é responsabilidade da concessionária que vencer a licitação realizar esse descarte em local adequado. O prazo para a vencedora da concessão construir as usinas é de cinco anos. Os serviços de varrição, cata-treco, coleta seletiva e ecopontos são assumidos imediatamente, mas a empresa só recebe pelo serviços prestados. Quanto mais ela demorar para construir as usinas, menos conseguirá gerar de receita.
 
 
 
 
 
 
 
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