02/10/2019 - Polícia faz operação para investigar suposto desvio de dinheiro no Cevam, em Goiânia
Notícia de licitação
 

G1 GO
Vitor Santana

 

Investigação começou após serem encontrados problemas na prestação de contas da instituição, que abriga mulheres vítimas de violência doméstica. Instituição nega fraudes.

 

A Polícia Civil fez uma operação para apurar uma suspeita de desvio no Centro de Valorização da Mulher (Cevam), em Goiânia. As investigações começaram após serem encontrados problemas na prestação de contas da instituição. Foram cumpridos mandados de busca e apreensão na casa de diretores, funcionários e na sede da entidade.

 

O Cevam informou, em nota, que "não desviou, que não fraudou e muito menos negociou com empresas fantasmas, com o propósito de espoliar o erário goiano" (veja a íntegra ao fim do texto).

 

O delegado Eduardo Gomes explicou que o governo estadual, responsável pelos repasses de verba, percebeu falhas nas contas do Cevam. Em 2017, a entidade, que atua na proteção de mulheres vítimas de violência doméstica, teria que receber R$ 1,2 milhão.

 

“Foram recebidas duas parcelas, que totalizaram R$ 500 mil. Quando foi feita a prestação de contas, ficou demonstrado que houve erro e não foi feito o pagamento da terceira parcela. Então ainda investigamos se houve o desvio e de quanto foi”, explicou.

 

Sete pessoas foram alvos da operação, entre membros da direção, conselho fiscal, gestão de contrato e comissão de licitação e também na sede do Cevam. Os nomes dos investigados não foram divulgados.

 

“Eles já prestaram depoimento. Alguns ficaram em silêncio, outros disseram que a prestação de contas foi correta, outros contaram que assinavam documentos sem ver os detalhes. Tudo isso será investigado”, completou o delegado.

 

Foram recolhidos documentos, celulares e computadores. Todo material será periciado. A polícia ainda investiga quais crimes cada suspeito pode responder, mas são investigados inicialmente por peculato, uso de documento falso e fraude em licitação.

 

Veja a nota na íntegra:

 

O Centro de Valorização da Mulher, fundado há 38 anos, vem à público esclarecer que não desviou, que não fraudou e muito menos negociou com empresas fantasmas, com o propósito de espoliar o erário goiano. Como única entidade a acolher mulheres adolescentes e crianças vítimas da violência em Goiás, o Cevam tem sobrevivido a maior parte da sua existência de doações.

 

Às vezes em que acessou custeio público era porque estava com suas certidões em dia. Algo raro. Tanto o é que desde 2012 o Cevam está sem qualquer condição para receber recursos. Diante disso, procurou-se forma de viabilizar caminhos que resultassem em um convênio capaz de custear a rotina, ao menos alimentícia, uma vez que, por exemplo, são servidas seis refeições por dia, a uma média diária de 65 abrigadas.

 

Conseguiu-se que a entidade Casa de Mãe Sozinha Anália Franco, com CNPJ próprio, substituísse o projeto Nove Luas, que cuida das adolescentes grávidas, doentes e/ou abandonadas, desde 2004. Uma operação devidamente registrada e chancelada pela legislação brasileira. Com esse novo ambiente administrativo, pleiteou-se um recurso para custeio junto a administração estadual. Conseguiu-se assinar um convênio de R$ 1.200.000,00 (um milhão e duzentos mil reais), que seriam pagos em cinco parcelas de R$ 240 mil, cada.

 

Recebeu-se R$ 480 mil reais. A primeira em 2017 e a segunda, no final de 2018. A prestação da primeira quota-parte recebeu recomendações para que fossem feitas adaptações sobre questões contábeis atuais. O que foi realizado. A segunda parcela jamais foi analisada e, caso o tenha sido, aconteceu à revelia do Cevam.

 

Tudo que nos foi pedido continua na Secretaria de Governo (Segov). Infelizmente, fomos surpreendidos com esta ação policial. Pensávamos que a apuração administrativa não havia se encerrado, o que justificaria, caso o relatório final constatasse problemas insanáveis, colocar a polícia atrás do Cevam.

 

Entretanto, o organismo, por meio dos seus dirigentes, apoiadores e voluntários está sereno e confiante que tudo será esclarecido, esperando não apenas estabelecer a verdade, como, também, receber as três outras parcelas que ainda faltam. Aguardamos, ainda, que a situação criada pelo protagonismo da DRACO não liquide as chances do Cevam em continuar sobrevivendo pelo apoio da sociedade.

Análise da página "pollliiiiciiiafaz"   

Avaliação: 2 de 10 | Comentários: 17 | Número de avaliações: 33
 
 
 

 
Contato
 
  (48) 98836-3254
  (48) 3364-8666
  (48) 3028-9667
Av. Pref. Osmar Cunha, 416, Sala 11.05, Centro, Florianópolis/SC, CEP 88015-100
Encontre-nos
 
ACidade ONMilene Moreto O Executivo estima que até o final do ano a licitação seja encerrada A Prefeitura de Campinas autorizou na sexta-feira (21) a abertura do processo de licitação da Parceria Público Privada do Lixo. Agora, a Secretaria de Administração deve preparar a concorrência e disponibilizá-la para as empresas interessadas em assumir a gestão de resíduos sólidos na cidade. O Executivo estima que até o final do ano a licitação seja encerrada. O processo ficará 45 dias disponível para consultas. Esse é o prazo para o recebimento das propostas. A abertura dos envelopes só é autorizada após esse período. A PPP do Lixo é um dos maiores contratos da Administração, orçado em R$ 800 milhões. Passou por consulta pública e, segundo o secretário de Serviços Públicos, Ernesto Paulella, as mudanças sugeridas pela população não afetaram o projeto base. "Nós tivemos muitas sugestões e várias foram incorporadas ao nosso projeto, como a maximização da reciclagem. Nenhuma delas, no entanto, alterou a ideia do governo que é a de criar usinas, fazer uma gestão inteligente do lixo e com redução do impacto no meio ambiente", disse.  Sobre o edital, Paulella afirmou que que o processo está em fase avançada e acredita que, no máximo em um mês, já esteja disponível. "Durante toda a discussão da PPP o edital já estava em preparação. Precisamos agora apenas dos ajustes finais. Se tudo correr bem, nossa estimativa é de encerrar a licitação até o final do ano", disse o secretário. TRÊS USINAS A nova gestão do lixo planejada pela Prefeitura inclui a construção de três usinas: compostagem de lixo orgânico, reciclagem e transformação de rejeitos (carvão), que leva o nome de CDR. A receita da venda do material reciclado, composto e carvão é dividida com a Prefeitura. Cada um - empresa e Prefeitura - fica com 50%. O carvão, por exemplo, é utilizado em metalúrgicas e usinas de cimento, um mercado que está em crescimento em todo o mundo.  Todo o lixo passará por tratamento. Aquele que não puder ser aproveitado em nenhuma das usinas será descartado pela empresa. Mas a quantidade é pequena. Segundo Paulella, menos de 5%. Também é responsabilidade da concessionária que vencer a licitação realizar esse descarte em local adequado. O prazo para a vencedora da concessão construir as usinas é de cinco anos. Os serviços de varrição, cata-treco, coleta seletiva e ecopontos são assumidos imediatamente, mas a empresa só recebe pelo serviços prestados. Quanto mais ela demorar para construir as usinas, menos conseguirá gerar de receita.
 
 
 
 
 
 
 
Home   •   Topo   •   Sitemap
© Todos os direitos reservados.
 
Principal   Equipe   Missão e Valores   Imprensa